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O mês de novembro marca o início da execução do Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – pelas parcerias da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) firmadas em sua Chamada Pública 002/2021. Contratadas por meio do certame, as empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) organizam Fóruns Regionais para apresentar a política pública em municípios dos estados de Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

Nesta quinta-feira (04), uma das seis entidades de Ater selecionadas realizou o evento no formato virtual para início dos trabalhos nos municípios das mesorregiões Sertão Pernambucano e Sertão do São Francisco. Além de dirigentes e gerentes da Anater, participaram diretores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – órgão responsável pela governança do programa, e também autoridades do estado pernambucano. Ao todo, serão beneficiados pelo chamamento, 1.427 famílias de agricultores e/ou trabalhadores rurais.

As demais empresas de Ater agendaram seus fóruns para os próximos dias.

  • 11/11, às 14h para a mesorregião oriental do Tocantins
  • 11/11, às 9h para Tocantins
  • 17/11, às 8h para o Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
  • 17/11, às às 14h para o Noroeste de Minas Gerais
  • 18/11, às 8h30 para o Vale do Jequitinhonha
  • 19/11, às 9h para mesorregiões dos Pantanais e Sudoeste do Mato Grosso do Sul

Entre os temas principais dos fóruns estão: “O que é o Terra Brasil”, “Objetivos e diretrizes do Plano de Trabalho a ser implementado junto às prefeituras e famílias”, “Articulação de reuniões de mobilização municipais”, “Recursos disponíveis para a contratação de propostas”, e “Benefícios para o desenvolvimento rural nos municípios”.

A política pública, de governança do Mapa, passou por uma reformulação para qualificar e acelerar o processo de compra do imóvel rural por meio de financiamento, bem como a estruturação da propriedade com ações de Ater. Dessa maneira, a Anater objetiva contratar empresas que executem os serviços de divulgação e de promoção do acesso ao PNCF por meio do treinamento de extensionistas rurais para a elaboração de Projetos Técnicos de Financiamento junto aos beneficiários.

O Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário

O Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário – oferece condições para que os agricultores sem acesso à terra ou com pouca terra possam comprar imóvel rural por meio de um financiamento de crédito rural.

Além da terra, os recursos financiados podem ser utilizados na estruturação da propriedade e do projeto produtivo, na contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), gerando oportunidade, autonomia e fortalecimento da agricultura familiar, alicerçado na melhoria da qualidade de vida, geração de renda, redução da pobreza, segurança alimentar e sucessão no campo para os agricultores familiares.

Os recursos para os financiamentos concedidos são oriundos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. São beneficiários os trabalhadores rurais não-proprietários, preferencialmente assalariados, parceiros, posseiros e arrendatários que comprovem, no mínimo, cinco anos de experiência na atividade rural; e agricultores proprietários de imóveis cuja área não alcance a dimensão da propriedade familiar e seja comprovadamente insuficiente para gerar renda capaz de propiciar-lhes o próprio sustento e o de suas famílias.

Saiba mais sobre o Terra Brasil aqui.

Fonte: Anater

Autor quer incentivar a capacitação tecnológica voltada para a realidade local

O Projeto de Lei 952/21 inclui a modernização da agricultura familiar entre os princípios e objetivos da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Pnater).

A proposta em tramitação na Câmara dos Deputados insere dispositivos na Lei 12.188/10, que instituiu a Pnater e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).

“A capacitação tecnológica direcionada às realidades locais se apresenta como um desafio que só poderá ser transposto sob a liderança da assistência técnica e da extensão rural”, disse o autor, deputado Coronel Chrisóstomo (PSL-RO).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O benefício será pago em parcela única de R$ 850 para produtores de 27 municípios em sete estados

Portaria Nº 18, que determina o pagamento do Garantia-Safra, foi publicada nesta sexta-feira (16) pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Neste mês, receberão o pagamento agricultores de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, de Pernambuco e Sergipe. O montante chegará a mais de R$ 21,5 milhões.

Diante do cenário imposto pela pandemia do Covid-19, a Secretaria de Política Agrícola decidiu antecipar, de forma excepcional, o pagamento do Programa Garantia-Safra na safra 2019/2020. Conforme publicado na Portaria 15, de 14 de abril de 2020, esse pagamento será realizado integralmente em parcela única de R$ 850.

O Garantia-Safra tem como objetivo garantir a segurança alimentar de agricultores familiares que residam em regiões sistematicamente sujeitos à perda de safra, por razão de estiagem ou enchente. Têm direito a receber o benefício os agricultores com renda mensal de até um salário mínimo e meio, quando tiverem perdas de produção em seus municípios igual ou superior a 50%. O benefício Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais.

Benefício bloqueado

Com o lançamento do serviço “Solicitar Requerimento de Defesa após Bloqueio do Benefício Garantia-Safra”, na plataforma Gov.br, os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram a concessão do benefício bloqueado nos municípios com autorização do pagamento no mês de janeiro/2021, devem cumprir com as orientações dispostas na Portaria Nº 25, de 8 de julho de 2020, para regularização do benefício. 

Caso o benefício esteja bloqueado, o agricultor deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra, neste link, e verificar o motivo do bloqueio através da notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após a publicação da Portaria que autoriza o pagamento do benefício, para se manifestar quanto o bloqueio. 

A relação dos agricultores que tiveram o benefício bloqueado, de forma cautelar, será encaminhada pelas Coordenações Estaduais aos gestores municipais. 

>> Clique aqui para verificar a relação dos agricultores que tiveram benefício bloqueado

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Cerca de 400 pesquisadores apresentam indicadores que levam em consideração a forma de cultivo, os diversos biomas brasileiros e outros fatores que mostram a realidade dos sistemas produtivos do país

Você sabia que ostras e mexilhões contribuem ambientalmente com o armazenamento de carbono em suas conchas? Ao sequestrar um dos gases causadores do efeito estufa da atmosfera, a malacocultura – produção de ostras, mexilhões e vieiras -, se enquadra como um sistema sustentável já que também não impacta no balanço natural com a emissão desses gases. Assim, contribui para a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico nacional, podendo atender às crescentes demandas por proteína animal.

Essas informações fazem parte de uma das pesquisas lançadas, nesta sexta-feira (9), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre os fatores de emissão e remoção de gases de efeito estufa (GEE) na pecuária e agricultura nacionais. Em formato de coletânea, cerca de 400 pesquisadores apresentam indicadores, muitos inéditos, que levam em consideração a forma de cultivo, os diversos biomas brasileiros dentre outros fatores capazes de mostrar a realidade dos sistemas produtivos do País. 

“Em um ano fundamental como 2021 para o clima, lançamos essas Coletâneas tão importantes. Ampliamos a disponibilidade de dados sobre os sistemas nacionais que levam efetivamente em conta as especificidades edafoclimáticas do Brasil, a partir de metodologias científicas e aceitas internacionalmente”, disse a ministra Tereza Cristina ao lembrar importantes agendas climáticas internacionais a serem realizadas ao longo do ano como a Cúpula da Terra e a COP-26.

Coletânea de Fatores de Emissão e Remoção de Gases de Efeito Estufa da Pecuária Brasileira 

Coletânea de Fatores de Emissão e Remoção de Gases de Efeito Estufa da Agricultura Brasileira 

A diretora de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini, explicou que, até agora, os dados usualmente utilizados eram estabelecidos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC sigla em inglês) e oriundos de sistemas de produção muito diferentes dos utilizados no Brasil. As coletâneas agrupam informações adequadas para a agropecuária desenvolvida em clima tropical, podendo ser utilizadas por outros países com condições agropecuária e climática semelhantes.

“Esses dados são fundamentais para quantificar mais precisamente as emissões nacionais, permitindo disponibilizar informações adequadas à sociedade, e, sobretudo, direcionar adequadamente o desenho da política setorial nacional de enfrentamento à mudança do clima”, defendeu.

Nas coletâneas, pode-se encontrar dados das pesquisas sobre os fatores de emissão e remoção de GEE para cana-de-açúcar, grãos, sistemas integrados de produção e florestas plantadas; pequenos ruminantes, grandes ruminantes e não ruminantes (suinocultura, frango de corte e psicultura em tanque-rede).

Integração

Líder em exportação de carne bovina, o País apresenta transformações importantes nas últimas duas décadas com a redução expressiva das emissões de GEE totais por quilo de carne ou por litro de leite. Assim verificaram os estudos, levando sempre em consideração o ambiente em que o animal é criado, e não somente a emissão de gases decorrentes do processo de ruminação.

Pelos sistemas de rebanho bovino em integração, para os quais o Brasil é referência mundial, o modelo de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) permite mitigar ou até neutralizar as emissões de gases de efeito estufa quando se tem a presença de árvores, tornando o processo de produção ainda mais sustentável a partir do melhoramento genético e manejo adequado de pastagens como estratégias, por exemplo.

Neste contexto, é possível até a comercialização de uma carne com o selo carbono neutro, que atesta que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema de integração LPF. “Proporcionar um produto que garanta a segurança alimentar, alinhado com as grandes tendências mundiais para o setor, como as mudanças climáticas, é muito estratégico”, destacou Mariane.

“É importante dizer para o mundo que a agropecuária brasileira emite cada vez menos gases de efeito estufa, e nós também promovemos a remoção de suas emissões”, comentou o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo. 

Neste sentido, as Coletâneas agrupam o que há de mais recente em dados nacionais, além de apoiar o processo de revisão do Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), com insumos de base científica para o fortalecimento das estratégias para o desenvolvimento de uma agropecuária sustentável. 

Também participaram da live de lançamento das Coletâneas o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, o secretário adjunto de Inovação do Mapa, Pedro Neto, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, e o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O ano de 2020 foi realmente um ano difícil. Marcado pela repentina chegada de um vírus devastador, o coronavírus (SARS-CoV-2), trouxe insegurança em diversos ramos da economia. Mas, em meio a tantos medos e incertezas, a agricultura familiar se manteve fortalecida e produzindo.

Quando o vírus chegou, pegou a todos de surpresa. No início tudo parecia obscuro, mas era preciso buscar alternativas que assegurassem o sustento do produtor rural e sua família, afinal o campo não podia parar. Também era preciso continuar colocando alimento na mesa do cidadão e, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, 70% desse alimento vem da agricultura familiar.

Com total apoio do governo estadual, os órgãos voltados para o segmento produtivo, entre os quais, a Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), não mediram esforços para enfrentarem um dos maiores desafios de todos os tempos: sobreviver à pandemia do coronavírus. Assim, a autarquia intensificou a sua jornada na busca das alternativas que viessem ao encontro dessa nova necessidade da família no campo.

Modernização e tecnologia 

A Emater-RO, que já vinha trabalhando na modernização e mudança tecnológica dos serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), vislumbrou durante a pandemia, o caminho para intensificar suas ações e superar os obstáculos que estavam se apresentando. Com isso, foram dados os primeiros passos no que viria a ser a implantação de uma nova Emater-RO, uma nova forma de trabalho que beneficiaria a todos, mesmo com a situação crítica devido a proliferação da doença.

Uma das primeiras ações da autarquia foi incentivar a valorização e capacitação do corpo técnico e administrativo mediante uma nova proposta de atendimento ao produtor rural. Foi criado o sistema de Capacitação em Serviços de Ater (Capes) com o objetivo de levar cursos atualizados para todos os colaboradores internos da Emater-RO, promovendo a troca de experiências exitosas em suas atividades, de forma digital, utilizando-se de novas ferramentas como videoconferências e outros instrumentos digitais de fácil acesso e compreensão.

Novas ferramentas tecnológica e digital de trabalho foram introduzidas, permitindo uma maior abrangência e intercâmbio entre os profissionais e os agricultores familiares, como por exemplo, o aplicativo “Minha Emater-RO”, disponível para download gratuito pelo aplicativo play store (Google Play) para equipamentos com sistema androides. Através desse aplicativo o agricultor poderá conversar com seu técnico, solicitar atendimento ou até mesmo agendar uma visita, além de ter acesso, em qualquer momento, aos projetos prioritários que estão sendo desenvolvidos pelo governo do estado por meio da Emater-RO, ao calendário agrícola, às notícias e aos endereços e telefones dos escritórios em cada município, entre outros.

Introdução de novas ferramentas tecnológicas e digitais de trabalho.

Introdução de novas ferramentas tecnológicas e digitais de trabalho.

Já, os extensionistas da Emater-RO terão maior dinamismo com essa ferramenta, permitindo um atendimento personalizado à família rural, além de mais facilidade de acesso às informações das unidades que atende. Para isso bastará ele acessar o Sistema de Gerenciamento de Ater (Sigater), onde estão cadastradas todas as unidades assistidas pela autarquia.

Essa nova forma de trabalhar trouxe grandes perspectivas e esperança de um novo amanhã, com foco em uma agricultura familiar moderna e mais fortalecida. Mesmo neste ano de pandemia, que levou toda a população a um isolamento social para conter a contaminação das pessoas, a Emater-RO manteve a estratégia de assegurar a prestação de serviços de Ater, de forma planejada e reprogramada, contínua, participativa e gratuita aos públicos atendidos pela instituição.

Emater – RO em números

A Emater-RO possui a maior capilaridade dentro do estado, abrangendo os 52 municípios de Rondônia. Sua estrutura conta hoje com um centro gerencial, sete escritórios regionais, 73 escritórios locais (municípios e distritos), uma subunidade que deverá ser transformada brevemente em escritório local para melhor assistir aos produtores da região do 5º BEC, um centro de treinamento e duas usinas de nitrogênio para implementação da bovinocultura no estado.

No que tange às atividades de Ater, a Emater-RO atua em três dimensões: econômica, desenvolvendo projetos nas áreas animal e vegetal; social e ambiental. Apesar dos tempos difíceis com a chegada do coronavírus, as atividades desses projetos continuaram sendo executadas e desenvolvidas excepcionalmente em caráter de “home office”. Embora limitados, os extensionistas se empenharam em manter contato com os produtores rurais, prestando-lhes a assistência técnica necessária. Em grande parte, os atendimentos foram (e continuam sendo) feitos através das ferramentas digitais e, quando necessário, deslocam-se de forma segura até a propriedade, a fim de melhor prestar a assistência técnica requerida.

 limitações impostas pela pandemia não superaram a vocação para a inovação.

Limitações impostas pela pandemia não superaram a vocação para a inovação.

Essas limitações impostas pela pandemia não superaram a vocação para a inovação e assim a Emater-RO deu prosseguimento à execução dos serviços de Ater, atendendo 93,60 % da meta de atendimento prevista para o ano de 2020. (previsão: 131.658 famílias – atendidas: 123.228 famílias). As metodologias mais utilizadas foram: visitas à propriedade, que chegou a 34.839, e atendimento virtual via telefone e WhatsApp (24.296) e atendimento nos escritórios, onde foram prestados 22.495 atendimentos. Outra metodologia que chama a atenção e que foi incluída no ano de 2020, é a videoconferência. Foram realizadas 162 videoconferências para participação em reuniões técnicas e capacitações, alcançando um público de 6790 pessoas. 

Projetos desenvolvidos

O setor produtivo também demonstrou grande evolução, mesmo durante a pandemia. A área vegetal, por exemplo, importantíssima para o agricultor familiar, pois permite maior diversidade de produção, é um projeto que, sob orientação dos técnicos da Emater-RO, visa melhorar a produtividade e desenvolver produtos seguros, com a qualidade exigida pelos mercados, entre outras metas. Dentre as principais culturas cultivadas no estado, destacam-se: mandiocultura, cacauicultura, cafeicultura, olericultura, fruticultura, urucum e inhame.

A bovinocultura leiteira é a principal fonte de renda dos produtores da agricultura familiar.

A bovinocultura leiteira é a principal fonte de renda dos produtores da agricultura familiar.

A mandioca, segunda cultura de maior importância para a agricultura familiar, é uma das atividades que mais cresceram nos últimos anos. No ano passado, foram atendidas pela Emater-RO 2.653 famílias em todo o estado. Hoje, o maior produtor de mandioca é o município de Porto Velho, com 169 mil toneladas, seguido por Machadinho do Oeste, com 106 mil toneladas. Além da mandioca, o cacau, cultivado em 78% dos municípios rondonienses, também recebeu grande incentivo durante a pandemia, com distribuição de 214.500 sementes e 5.000 hastes para produção de um fruto mais resistente.

O agronegócio do café, atividade que tem destaque histórico na balança comercial brasileira, é também a que apresenta maior expressão econômica e social dentro do estado. Rondônia conta, atualmente, com 18 mil produtores de café, em sua maioria, agricultores familiares que cultivam a variedade Conilon (Coffea canéfora), por ser uma das mais adaptadas às condições locais. Em 2020, a Emater-RO prestou assistência técnica a 3.371 propriedades.

O programa Mais Calcário, que incentiva a aplicação de calcário para correção da acidez do solo associada a outras tecnologias de fertilização da terra, é a prática que mais contribui para a melhoria da renda familiar. O governo estadual, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e Emater-RO transportou gratuitamente, em 2020, 19.488 toneladas de calcário adquiridas pelos agricultores familiares a um preço bem mais acessível.

Dentro da área animal, o projeto de bovinocultura leiteira é a principal fonte de renda dos produtores da agricultura familiar. O estado conta hoje, com um rebanho de 2.939.818 (Idaron, 2020) cabeças de gado leiteiro, produzindo em média, 5,68 litros de leite/vaca/dia, com 608.117 milhões de litros de leite/ano. Em 2020, foram assistidas em todos os projetos que envolvem a bovinocultura leiteira, 9.066 famílias. É importante frisar que devido à pandemia da Covid-19 as orientações e medidas de biosseguridade no manejo com a ordenha, utilização de utensílios foram redobrados quanto a manipulação da atividade leiteira.

Os pequenos animais também não foram esquecidos durante esse ano de tantas dificuldades. Geralmente, produzidos para consumo da família, costuma ter seu excedente vendido nas feiras, comércios e programas de governo, como o Programa de Aquisição de Alimentos e Programa Nacional de Alimentação Escolar.

O programa de fomento garante à família rural, possibilidade de investimento em seus projetos produtivos.

O programa de fomento garante à família rural a possibilidade de investimento em seus projetos produtivos.

A assistência técnica prestada a estas famílias às necessidades técnicas das atividades e incentivo às ações que visam melhorar a qualidade nutricional e sanitária do plantel animal. A avicultura é a atividade mais comum, principalmente na criação de galinhas poedeiras e a Emater-RO tem procurado, através de seus técnicos, promover uma assistência técnica continuada, integrando a família nas atividades e orientando para ações que visam o aumento da renda familiar.

Na piscicultura, o governo, por meio das ações da Seagri e Emater-RO, tem desencadeado ações visando o fortalecimento da cadeia produtiva no estado e essas ações têm levado Rondônia ao topo dos maiores produtores nacionais. De acordo com os dados do Anuário Peixe BR 2020, Rondônia ocupa há cinco anos a liderança como maior produtor de peixes nativos e o tambaqui é a principal espécie produzida em cativeiro.

O programa “Peixe Saudável”, que institui o “Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos de Cultivo”, foi inserido em Rondônia em 2017 e tem contribuído muito para a manutenção da qualidade e produtividade local, auxiliando os pequenos piscicultores nas análises de água e na manutenção sanitária por meio de boas práticas de manejo. Em 2020, para melhor atender esse programa, foram promovidos cursos de capacitação continuada voltados para os técnicos dos escritórios locais que prestam atendimento direto ao piscicultor.

Desenvolvimento social

No ano de 2020, o Governo de Rondônia realizou a primeira compra referente ao Programa Estadual de Aquisição de Alimentos do estado, o PAA/Rondônia. O processo de elaboração e encaminhamento das propostas de agricultores que demonstraram interesse em concorrer ao chamamento público foi realizado por meio de contatos telefônicos e comunicação via WhatsApp tendo em vista o período de pandemia do Covid-19). Foram disponibilizados recursos, no valor de mais de R$ 1,7 milhões para os 52 municípios do estado e 1.395 propostas foram recebidas e avaliadas neste ano de 2020. Entre as classificadas, foram beneficiadas dez cooperativas da agricultura familiar em mais de R$ 698 mil e 177 produtores individuais no valor de aproximadamente um milhão de reais em 29 municípios.

O trabalho é desenvolvido sempre dentro dos protocolos de prevenção contra o coronavírus.

O trabalho é desenvolvido sempre dentro dos protocolos de prevenção contra o coronavírus.

O Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, que atua na inclusão produtiva das famílias menos abastecidas que vivem na zona rural, é executado por meio de um acordo de cooperação técnica entre Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), do governo federal, Seagri e Emater-RO e combina duas ações: o acompanhamento social e produtivo e a transferência direta de recursos financeiros não-reembolsáveis às famílias de extrema pobreza, no valor de R$ 2,4 mil ou R$ 3 mil. Durante a pandemia, foram feitos assessoramento a 600 famílias contempladas, garantindo a elas a possibilidade de investimento em seus projetos produtivos. Já, o programa Previna-se, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), prestou atendimento a 83.850 pessoas e realizou a entrega de 167.700 máscaras, sempre orientando acerca dos cuidados necessários para se proteger contra o vírus da Covid-19.

Essas e outras atividades executadas pela Emater-RO foram de extrema importância para a agricultura familiar, durante o ano de 2020, garantindo a sobrevivência da família rural que, além de manter a produção de alimentos para seu consumo com uma nutrição saudável, também contribuiu para que não faltasse alimentos à mesa da população. E, todas essas ações só foram possíveis, devido à credibilidade que o governo do estado tem nos serviços de assistência técnica e extensão rural da Emater-RO, incentivando e fomentando a reestruturação física e material da autarquia; aos parceiros, que têm sido primordiais para o desenvolvimento das atividades junto aos técnicos e produtores rurais; e aos parlamentares que têm disponibilizado emendas para fortalecimento do setor produtivo no estado.

Fonte: Emater-RO

Produtores rurais do Norte de Minas têm obtido bons resultados a partir da implantação de tecnologias que visam fortalecer a agropecuária no semiárido do estado. “As atividades de produção de leite e de gado de corte melhoraram com as técnicas adotadas e com pastagens reformadas nas propriedades”, afirma o agrônomo Fredson Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).

Em três regiões, Alto Rio Pardo, Médio e Baixo Jequitinhonha, são disponibilizadas alternativas viáveis aos produtores rurais, principalmente para a produção de forragens para a pecuária, a fim de tornar a atividade mais eficiente e garantir a geração de renda durante o ano todo. Fredson explica que, a partir de demandas apresentadas por produtores dessas regiões, a Embrapa uniu esforços com outras instituições e assim surgiu o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”.

O agrônomo Cloves Ribeiro Neto, de Taiobeiras-MG, comenta como é o contexto local. “Nossa região é de semiárido, tipicamente com produtores familiares, produção de leite e de carne, porém com pastagens já antigas e áreas muito degradadas. Então, buscamos essa parceria com a Embrapa para que os produtores locais possam ter acesso com maior facilidade ao que existe de melhor em pesquisa agropecuária”.

O projeto foi estruturado com a implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URTs), onde são conduzidos experimentos para validação local das tecnologias. Assim, é possível avaliar quais práticas e cultivares apresentam melhor adaptação à região.

“Nós, técnicos, precisamos utilizar tecnologias vindas de outras regiões e aplicar aqui, e nem sempre essas tecnologias são as melhores para os produtores. Dessa forma, o principal objetivo da unidade é difundir as tecnologias específicas para nossa região. Nós temos diversas variedades de capins, de palma forrageira, sorgo, milheto, entre outras culturas que aqui podem melhor se adaptar. E é isso que a gente vem testando”, comenta o zootecnista Bruno Lage, responsável técnico pela URT de Jequitinhonha-MG.

Foram implantadas quatro URTs em municípios representativos de cada região: Araçuaí, no Médio Jequitinhonha; Almenara e Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha; e Taiobeiras, no Alto Rio Pardo. As URTs são utilizadas como centros regionais de capacitação, com realização de dias de campo e treinamentos para técnicos e produtores.

Além disso, foram selecionadas 16 propriedades rurais para instalação de Unidades Demonstrativas (UDs), que têm como objetivo a divulgação e a disseminação das tecnologias validadas nas URTs.

A propriedade do produtor Jorge Gonçalves sedia a UD de Francisco Badaró-MG, onde foi implantada uma área de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Jorge conta que cultivou o sorgo com capim e ficou muito satisfeito com os resultados. “A produção de sorgo foi muito boa para melhorar o tratamento do gado na seca e já ficou a pastagem formada para continuar a tratar dos animais”.

Cada Unidade Demonstrativa conta com o acompanhamento de extensionistas da Emater-MG que orientam os produtores na implantação das práticas recomendadas e também na gestão da propriedade como um todo.

Robspierre Ferraz, técnico da Emater-MG, destaca que a atuação articulada da extensão rural com a pesquisa é fundamental para levar conhecimentos aos produtores e promover o desenvolvimento econômico e social. “Acompanhamos Unidades Demonstrativas com diversas tecnologias, como a implantação da cultura do capim BRS Capiaçu, a Integração Lavoura-Pecuária, técnicas de conservação de solo e água, como construção de Barraginhas e terraços. Em pouco tempo que esse trabalho tem sido desenvolvido, já temos grandes resultados e podemos demonstrar para produtores de toda a região”.

O jovem Rogério Júnior dos Santos assumiu a condução da propriedade da família em Bandeira-MG há três anos e tem se valido da parceria com as instituições de pesquisa e extensão para alavancar a produção, que passou de cerca de 20 litros de leite para 150 litros por dia. “A gente vem adquirindo conhecimento e bons resultados dentro da propriedade, vendo que dá certo o trabalho em conjunto com a Embrapa e a Emater e seguindo as orientações que são passadas”.

Confira o vídeo sobre o projeto “Tecnologias Agropecuárias para o Semiárido Mineiro”. Para assistir, clique aqui.

Parcerias

O projeto, coordenado pela Embrapa Milho e Sorgo, conta com uma rede de parcerias, que envolve Emater-MGAnaterSenarSebraeEpamigInstituto Federal do Norte de Minas Gerais, sindicatos rurais e os consórcios de municípios das três regiões atendidas: Ameje (Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Jequitinhonha), Comar (Consórcio Público Intermunicipal Multifinalitário do Alto Rio Pardo) e Nova Ambaj (Nova Associação dos Municípios da Microrregião do Baixo Jequitinhonha).


Contatos para a imprensa
milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br
Telefone: (31) 3027-127
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Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Uma casa nova é motivo de alegria para a família Vissoto, de Araruna. São 220 metros quadrados, construídos em alvenaria, que não lembram, nem de longe, a antiga casa mista onde viveram por trinta anos. O sonho de ter uma nova casa se concretizou quando o casal soube que o Pronaf Mais Alimentos tinha uma linha de crédito destinada à reforma ou construção de moradias. Com a orientação dos extensionistas do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater), o projeto foi elaborado e depois de um ano a casa foi concluída.

Há algum tempo, a família Vissoto já pensava em melhorar suas condições de moradia. No entanto, nunca sobrava tempo ou dinheiro para começar a obra. O casal Ari e Marinete Vissoto, com o filho Pedro, vive na comunidade Santa Terezinha onde mantém uma agroindústria familiar, a Alimentos PAAM. Eles produzem pães, bolachas, macarrão, tomate seco e outros produtos que são entregues nas escolas municipais e estaduais da região, no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), além de participar da feira do município. 

A família começou o trabalho com a agroindústria em 2005 e desde então vem aumentado a variedade de produtos comercializados, conquistando cada vez mais os consumidores. Como a agroindústria sempre foi a prioridade da família, todo recurso era aplicado em benfeitorias nas instalações para garantir a qualidade da produção. Com isso, a construção de uma casa nova ia ficando em segundo plano. 

A oportunidade de realizar o antigo sonho surgiu quando o casal foi informado pelo extensionista do IDR-Paraná que o programa Pronaf Mais Alimentos mantinha uma linha de crédito para investir em moradias. Ari solicitou ao extensionista Darwin Caleff Ramos a elaboração de um projeto de investimento, via agência local do Banco do Brasil. O produtor conseguiu um crédito de R$ 50.000, com juros de 4% ao ano e um prazo de sete anos para pagar o financiamento. Para complementar a obra, o casal usou recursos próprios. O banco liberou os recursos em fevereiro do ano passado e a casa ficou pronta neste mês. 

Para a família, a ajuda oficial veio em boa hora. “Sem os recursos do Pronaf seria difícil iniciar a obra. O programa poderia ter um teto maior, pois os materiais subiram bastante. Mesmo assim valeu a pena”, observou Ari . 

Os recursos do Pronaf para a construção ou reforma de moradias estão à disposição de qualquer interessado. Para obter o financiamento, o produtor deve ter a  DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), o alvará junto à Prefeitura, a matrícula do imóvel, um orçamento da obra, CAR (Cadastro Ambiental Rural) e uma planta baixa da construção com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). Interessados podem obter mais informações nos escritórios do IDR-Paraná.

Fonte: IDR/PR

Agricultores familiares interessados na gestão de empreendimentos coletivos ou que desejam aprofundar os conhecimentos no tema já podem realizar a pré-inscrição para os cursos de capacitação em associativismo e cooperativismo lançados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Lideranças, técnicos e demais representantes do segmento da agricultura familiar também podem se inscrever. Os cursos são gratuitos e as atividades serão realizadas de forma virtual.

A pré-inscrição pode ser feita a qualquer momento, pois, a cada mês, serão abertas novas turmas, com 100 vagas por curso. Os inscritos que não conseguirem uma vaga imediata, ficarão no cadastro reserva e poderão ser chamados para compor as turmas seguintes. Informações sobre o período de realização das atividades estão disponíveis no site do Projeto Cooperativismo SAF/UFV. Para isso, basta acessar o endereço eletrônico www.coopsafufv.com e clicar em “Agenda”.

Os cursos estão divididos em quatro módulos: Gestão de Empreendimentos Coletivos e Mercados; Governança Participativa, Redes de Sociabilidade e Meio Ambiente; Contabilidade e Finanças; e Políticas Públicas e Agricultura Familiar: Características e Mecanismos de Acesso. A carga horária total de cada curso é de 20 horas, com duração de quatro semanas.

O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF) do Mapa, Fernando Schwanke, ressalta que a iniciativa é estratégica e visa impulsionar o desenvolvimento da agricultura familiar no país. “O cooperativismo e o associativismo são importantes ferramentas para promover a inserção de pequenos produtores nos mercados, ampliando, assim, a sua renda. E os cursos dialogam com essa ideia, pois chegam justamente para fortalecer o sistema associativista e cooperativista da agricultura familiar ao proporcionar para os produtores familiares conhecimentos em gestão de empreendimentos coletivos e acesso a políticas públicas”, ressalta.

Conteúdo

No primeiro módulo, Gestão de Empreendimentos Coletivos e Mercados, é apresentado aos participantes o conceito de ação coletiva, suas formas de organização e instrumentos de gestão, com ênfase no associativismo e no cooperativismo. Além disso, são analisadas e discutidas questões relacionadas aos mercados agroindustriais e mecanismos de comercialização.

Com o tema Governança Participativa, Redes de Sociabilidade e Meio Ambiente, o segundo módulo aborda a intercooperação e a diversidade do processo participativo, envolvendo diferentes atores sociais em empreendimentos coletivos, diante de cenários socioeconômicos, políticos e ambientais em transformação.

Os conceitos e técnicas de gestão financeira e suas aplicações são conteúdos apresentados durante as aulas do terceiro módulo, Contabilidade e Finanças, voltado para a contabilidade no contexto do gerenciamento de cooperativas e associações.

O quarto módulo, Políticas Públicas e Agricultura Familiar: Características e Mecanismos de Acesso, tem o objetivo de apresentar informações detalhadas dos principais programas de acesso a crédito e a mercados para a agricultura familiar, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a Política de Garantia de Preços Mínimos para Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio).

Parceria

Os cursos ocorrem no âmbito do Projeto Cooperativismo SAF/UFV, resultado de parceria entre o Ministério da Agricultura e a Universidade Federal de Viçosa, que visa contribuir para o fomento do sistema associativista e cooperativista da agricultura familiar, apresentando aos participantes conteúdos sobre gestão de empreendimentos coletivos e acesso a políticas públicas. Outro objetivo da iniciativa é contribuir para a ampliação da renda do agricultor familiar a partir de maiores índices de produção e de produtividade.

O professor da UFV Brício Reis conta que o projeto foi iniciado para oferecer cursos presenciais sobre importantes temas vinculados à agricultura familiar, mas precisou ser readequado. “A partir da interrupção das atividades presenciais de formação, no início da pandemia, a equipe de professores e pesquisadores da UFV trabalhou na adaptação do método de ensino. Todo o processo didático foi modificado, de forma a permitir a utilização do modelo de educação à distância”.

A nova sistemática gerou a necessidade de ajustar as dinâmicas de transmissão do conhecimento. “Por isso, a estrutura da UFV, com destaque para seu know-how na área de EaD, e o apoio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, foram primordiais para a estruturação de um modelo de ensino pautado em métodos simples e, ao mesmo tempo, eficazes para transmissão do conhecimento”, destaca o professor.

À disposição dos cursistas, no Ambiente Virtual de Aprendizagem disponibilizado pela UFV, denominado de PVANET, estão ferramentas como fóruns abertos de discussão, espaços de troca de experiências entre cursistas, tutores e professores, salas de aula virtuais, entre outras, para proporcionar maior interatividade e prazer no desenvolvimento das atividades.

O projeto é coordenado pelo Departamento de Cooperativismo e Acesso aos Mercados da SAF. A iniciativa faz parte da estratégia de implementação do Eixo de Formação Técnica, do Programa Brasil Mais Cooperativo, lançado pelo Mapa, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em julho de 2019.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na última sexta-feira (5) a relação dos produtos agrícolas que têm bônus de desconto aos agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os valores se referem ao mês de fevereiro de 2021. 

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade de 10 de março a 9 de abril deste ano, conforme a Portaria nº 12, da Secretaria de Política Agrícola. 

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi (SE), banana (AL, PB e PE), batata (RS), castanha de caju (BA, PB, PE e PI) e maracujá (BA e CE).

ProdutoUnidade da FederaçãoUnidadePreço de Garantia (R$/unid)Preço Médio de Mercado (R$/unid)Bônus de Garantia de Preço (%)
ABACAXISEkg0,640,597,81
BANANAAL20 kg17,7612,7428,27
BANANAPB20 kg17,7615,7711,20
BANANAPE20 kg17,7613,6223,31
BATATARS50 kg42,3340,005,50
CASTANHA DE CAJUBAkg3,983,3515,83
CASTANHA DE CAJUPBkg3,983,3116,83
CASTANHA DE CAJUPEkg3,982,7929,90
CASTANHA DE CAJUPIkg3,983,3116,83
MARACUJÁBAkg1,821,668,79
MARACUJÁCEkg1,821,744,40
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor obter desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).  

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento