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Mais de mil pessoas inscreveram-se na manhã de terça-feira (13) para participar das atividades da Tecnofam 2022 – Tecnologias e Conhecimentos para a Agricultura Familiar. O evento é realizado no Parque de Exposições de Dourados, em Mato Grosso do Sul e segue até esta quinta-feira (15). Neste ano, a Tecnofam chega a sua 4ª edição.

A cerimônia de abertura reuniu cerca de 500 pessoas, dentre autoridades, representantes de instituições públicas e privadas, pesquisadores, professores, agricultores e estudantes. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) foi representada pelo seu diretor técnico, Oto Ferreira Cândido.

O diretor executivo de Negócios da Embrapa, Tiago Toledo Ferreira, representando o presidente, salientou que a missão da Empresa é gerar soluções. Ele exemplificou esclarecendo que “a missão se completa quando a tecnologia chega ao campo, é adotada, gera desenvolvimento e produz alimentos de melhor qualidade, em benefício tanto da população rural, quanto da população urbana, que tem acesso a alimentos bons e mais baratos”. 

Ele enfatizou ainda a relevância do setor agropecuário nacional, que é o grande motor do desenvolvimento do Brasil e destacou a importância dos agricultores: “Afinal, a missão do país como o grande produtor de alimentos mundial é um compromisso muito nobre e de ampla responsabilidade”.  

Ângelo Ximenes, presidente do Sindicato Rural de Dourados, parabenizou a Embrapa pela organização do evento e destacou que a importância da Tecnofam Kids, que está sendo realizada pela primeira vez no evento.

Alan Guedes, prefeito municipal de Dourados, destacou a qualidade do solo de Dourados que é amplamente agricultável e disse “a Tecnofam contribui diretamente com a difusão do conhecimento técnico para os agricultores familiares que com essas informações produzem com cada vez mais excelência”.

O chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato de Oliveira agradeceu aos parceiros e destacou a importância das parcerias para a realização do evento. Além de Harley, a chefe-geral da Embrapa Pantanal, Suzana Salis e o representante do chefe-geral da Embrapa Gado de Corte e chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Luiz Orcírio Fialho de Oliveira, compareçaram ao evento. 

O presidente da Famasul, Marcelo Bertoni destacou a relevância da ciência e da tecnologia para a agricultura e enfatizou a importância da Embrapa dizendo “contamos com três Unidades no Mato Grosso do Sul, que juntamente com as Fundações, o que possibilitou que o Estado deixasse de ser um importador de alimentos, para tornar-se um produtor de alimentos.

Também prestigiaram a solenidade de abertura o coordenador regional da Agraer em Dourados, Flávio Oliveira Ferreira, representando seu diretor presidente; o coordenador geral da Apoms, Raimundo Tomonari; o presidente da Fundapam, José Ubirajara Garcia Fontoura; o vice-presidente Sicredi Centro Sul MS, Jean Carlos Silveira, o conselheiro do Sistema OCB/MS, Jorge Luiz Soares; o Superintendente do Senar MS, Lucas Galvan e o diretor-administrativo da Cresol, Marcelo Pandeola.

A Feira

Até quinta-feira, 15 de setembro, das 8hs às 16h30, a Tecnofam estará recebendo visitantes interessados nas inovações tecnológicas voltadas para a agricultura de pequeno porte. O evento é gratuito e também está aberto a participação do público urbano interessado.

Caravanas de agricultores familiares estão vindo de diversas cidade de Mato Grosso do Sul. Também participam do evento grupos formados por assentados, indígenas de diversas etnias, estudantes de ciências agrárias, técnicos extensionistas e comerciantes.
 

Saiba Mais

A Tecnofam é uma promoção da  Unidade da Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados/MS). O evento é uma realização de organizaçaões públicas estaduais e municipais, Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Apoms); Sebrae/MS; Senar/MS e Sindicato Rural de Dourados. O evento conta com apoio da Cooperativa de Crédito Cresol, Cooperativa de Crédito Sicredi, Fundação Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped), Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul (Sistema OCB/MS) e organizações federais de apoio ao desenvolvimento.

Confira a programação completa: https://bit.ly/3APSHnh.

Fonte e Foto: Embrapa

Sabores do Cerrado é o nome do projeto que reúne mulheres rurais de Miravânia para a produção de polpas de frutos da região

Agricultoras familiares mineiras do município de Miravânia, no norte do estado, estão entre os três coletivos femininos agraciados pelo Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece. A premiação é uma iniciativa da Embaixada da Espanha, em Brasília. Reunidas na Associação Comunitária dos Produtores Panelinhenses (Ascoppa), o grupo conquistou o segundo lugar no concurso, com o Projeto Sabores do Cerrado. A Ascoppa, que também tem outros projetos sociais, recebe assistência técnica da Emater-MG.

O trabalho premiado consiste no aproveitamento de frutas do Cerrado para a produção de polpas usadas na fabricação de sucos, picolés, sorvetes, bombons, doces e geleias. O Sabores do Cerrado é executado diretamente por cinco mulheres e outras 15 de forma indireta. Todas elas são da comunidade rural Panelinha 1, que fica a 15 quilômetros da sede urbana de Miravânia. O lugar tem uma população de 543 habitantes, sendo a maioria dos moradores advindos de famílias de baixa renda. Por isso, o foco do projeto está na geração de trabalho, renda e qualificação profissional por meio do extrativismo. A ideia é que isso possa reduzir as vulnerabilidades sociais e também combater a violência doméstica e familiar.

Planos

Marineide Alves Santos, que além de presidente é coordenadora social da Ascoppa e integrante do grupo de cinco mulheres de Sabores do Cerrado, fala da satisfação pela conquista do segundo lugar no prêmio. Ela revela como a associação vai investir os R$ 10 mil que ganhou na premiação. De acordo com a liderança feminina, o dinheiro será usado na compra de novos equipamentos para aumentar a capacidade de armazenamento das polpas e para remunerar mais rapidamente os coletores das frutas.

“Todas nós ficamos muito felizes pelo reconhecimento do nosso trabalho. Isso deu uma visibilidade ao nosso município e pode render parcerias futuras pra gente. A gente vai comprar freezers para aumentar a produção e manter um capital de giro para pagar as frutas na hora”, afirma. Atualmente as frutas adquiridas pelos projeto só são pagas, após a venda das polpas, o que demora muito para as mulheres que comercializam as frutas de seus quintais. Assim, a Ascoppa dá em garantia para as extrativistas um dinheiro simbólico, criado pelas mulheres do projeto, chamado de japuré, até poder remunerá-las de fato com a verba real.

Para o técnico da Emater-MG do município, Daniel Victor, a premiação das mulheres de Panelinha 1 também é importante para a extensão pública rural. “Além de reconhecer o trabalho das mulheres, reconhece que a gente está apoiando uma iniciativa que tá trazendo renda e gerando emprego para o município. Então para a assistência técnica e extensão rural isso aí tá na nossa missão”, ressaltou.

Prêmio

O Prêmio Mulheres Rurais – Espanha Reconhece foi divulgado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Coletivos de mulheres de Alagoas, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul foram os ganhadores do concurso. O objetivo é dar destaque às experiências que incentivem a autonomia econômica das mulheres rurais.

O Prêmio é promovido pela Embaixada da Espanha junto às representações no Brasil do IICA, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da ONU Mulheres. O concurso recebeu 482 inscrições de coletivos de mulheres que trabalham pela autonomia econômica das produtoras.

Segundo o IICA, as mulheres produzem cerca da metade dos alimentos no mundo. Em sua diversidade (indígenas, afrodescendentes, quilombolas, camponesas, pescadoras, artesãs, migrantes, empreendedoras), elas correspondem a 43% da mão de obra agrícola no mundo, mas ainda têm seu papel e importância negligenciados e estão fora dos principais espaços de decisão.

Ascoopa

A Ascoppa é formada na sua maioria por mulheres, mas não só delas. Atualmente são 110 sócios, sendo 82 agricultores familiares (homens e mulheres) que possuem a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) jurídico. Os outros 22 sócios são pessoas da comunidade como comerciantes, aposentados e filhos de agricultores. A DAP jurídica é um documento emitido pela Emater-MG que possibilita a comercialização dos produtos produzidos nos diversos projetos da associação para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), segundo o extensionista da Emater de Miravânia, Daniel Victor Chaves,

O técnico conta que a Ascoppa foi fundada em 1994, sendo atendida desde os anos 2000 pela Emater-MG, mas de uma forma mais personalizada, de um ano pra cá. “A Emater-MG presta assistência técnica para a Ascoppa em seus diversos projetos, no apoio e na confecção deles. E também em relação a DAP jurídica que permite a comercialização de seus produtos no Pnae, enquanto grupo formal. A empresa acompanha o contrato da Secretaria de Estado da Educação com os fornecedores de alimentos do Pnae e a Ascoppa é um desses fornecedores que tem atuado no município para a entrega de produtos da merenda escolar”, explica.

A presidente da Ascoppa, Marineide Alves Santos, reforça as palavras do extensionista Daniel Victor. Ela informa que, além do Projeto Sabores do Cerrado, dedicado a produzir polpas e frutas congeladas, a entidade tem outros projetos com as mulheres da comunidade. Segundo ela, hoje a associação tem 62 sócias, mas nem todas querem trabalhar com as polpas das frutas.

“Umas fornecem produtos da agricultura, como hortaliças para escolas (Pnae), outras produzem biscoitos de tapioca, bombons, picolés, sorvetes, geleias e agora, um grupo de costura e artesanato que deseja se organizar. A Emater dá assessoria para nós em todos os aspectos. Desde ensinar lá na roça como plantar, até ajudar nos pagamentos, no estudo de viabilidade econômica e quanto cada um entrega para a associação, quanto tem pra receber. Então isso é muito importante pra nós”, salienta.

Fonte: Emater-MG

Ao receber o cargo de Tereza Cristina, o novo ministro disse que as políticas para os pequenos produtores continuarão tendo prioridade

O ministro Marcos Montes assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em cerimônia de transmissão do cargo na tarde dessa quinta-feira (31). Após tomar posse no Palácio do Planalto, Montes recebeu o comando da Pasta de sua antecessora, Tereza Cristina

Marcos Montes assume o Ministério com uma política de continuidade da gestão implementada nos últimos três anos. “Hoje, com as nossas entidades e as nossas secretarias começamos a construir um momento diferente e levamos isso com programas maravilhosos ao mundo inteiro. E isso é uma demonstração clara de que o governo quer olhar o pequeno, aquele que realmente precisa de dignidade”, destacou Montes ao citar programas como o AgroNordeste e a entrega de títulos de regularização fundiária.

Marcos Montes exerceu o cargo de secretário-executivo do Mapa desde 2019 e lembrou o convite de Tereza Cristina para formar o time da Pasta em seu discurso. “Em janeiro de 2019 tive uma alegria imensa quando a Tereza me procurou para assumir um cargo tão importante, que é a Secretaria-Executiva do Mapa. Assim, fomos construindo este Ministério e as conquistas foram muitas”.

Montes exerceu o cargo de secretário-executivo do Mapa desde 2019 e lembrou o convite de Tereza Cristina

O novo ministro inicia a gestão reforçando a diplomacia dos fertilizantes com viagens previstas ao Marrocos, Egito e Jordânia a partir de maio. Nesta quarta-feira (30), Montes recebeu representantes do governo iraniano para uma negociação do aumento da cota de importação de ureia para o Brasil, de 1 milhão de toneladas podendo chegar a três milhões de toneladas. O ministro ainda defendeu a importância dos fertilizantes como produto não passível de sanção junto a organismos internacionais como a FAO. Para Montes isso só é possível, pois o agro brasileiro alçou uma posição de liderança neste governo não apenas no Brasil, mas também internacionalmente.

Em sua despedida, Tereza Cristina reforçou o trabalho em equipe e o diálogo com o setor. “Eu acho que a nossa habilidade, tanto a minha quanto a do Marcos, é o diálogo com vocês, com o setor, com cada segmento do setor. Às vezes, a gente não concorda, mas a gente sempre acha o rumo do meio para que a gente possa caminhar, progredir e fazer do agronegócio esse agro que nós temos tanto orgulho hoje, dos nossos produtores e do nosso agro do Brasil”, destacou. 

Ela ainda desejou sucesso ao ministro Montes e destacou que sua continuidade, agora, frente à Pasta é “um reconhecimento de que estamos no caminho certo”. 

Assista à cerimônia na sede do Mapa:

Conheça o ministro Marcos Montes

Natural de Sacramento (MG), Marcos Montes Cordeiro tem 72 anos e é Médico Anestesista e Médico do Trabalho, formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 1975. Possui Pós-Graduação em Medicina do Trabalho, especialização em Anestesiologia, pela Universidade de Campinas e residência médica, todas pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi prefeito de Uberaba (MG) por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004. Nesse período, presidiu a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande e foi vice-presidente da Associação Mineira de Municípios.

No Poder Executivo, Marcos Montes também já foi secretário estadual de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais e secretário municipal de Turismo da Prefeitura de Uberaba.

No Legislativo, foi deputado federal por três mandatos seguidos, de 2007 a 2018. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também foi vice-presidente de outras comissões importantes, como a de Orçamento, e a de Meio Ambiente e a de Minas e Energia.

>>> Ouça a matéria na Rádio Mapa:

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Fonte: Ascom Mapa

Vídeos que explicam a legislação de uso de drones, como preparar a lã para artesanato; os cuidados necessários para aplicação de defensivos agrícolas e outros temas relacionados ao dia a dia no campo a partir de agora estão disponíveis no aplicativo “Estante Virtual Coleção Senar”.

O recurso em vídeo é uma novidade do app lançado em maio de 2021, que já disponibilizava as cartilhas utilizadas em treinamentos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.

Ao acessar o aplicativo, o usuário vai visualizar duas abas e pode escolher entre acessar o material por meio de vídeo ou de cartilha.  O aplicativo possui o mecanismo de busca por texto ou voz.

Os vídeos facilitam a compreensão dos temas, favorecem a aprendizagem e a adoção de ações que beneficiem a produção rural.

A visualização do vídeo é feita dentro do app, similar ao que ocorre em aplicativos de mensagens.

Confira o passo a passo para baixar ao app:

Se o seu aparelho utiliza o sistema operacional Android:

– Pesquisar na Play Store por Estante Virtual Coleção Senar

– Após localizar o aplicativo, baixar para o seu celular

– Realizar cadastro, criar login e senha e começar a usar o aplicativo

Se o seu aparelho utiliza o sistema operacional IOS:

– Pesquisa na Apple Store por Estante Virtual Coleção Senar

– Após localizar o aplicativo, baixar para o seu celular

– Realizar cadastro, criar login e senha e começar a usar o aplicativo

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

As ações do Programa AgroResidência estão sendo ampliadas com a publicação de quatro editais pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). O objetivo é selecionar propostas de projetos voltados para a qualificação técnica de estudantes e recém-egressos de cursos de ciências agrárias e áreas afins. A política pública de Ater é de governança do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Ao todo, serão aplicados R$ 15,5 milhões para financiar os projetos selecionados nos quatro editais. A expectativa é atender cerca de 900 jovens, promovendo sua inserção no ambiente real de trabalho, por meio de treinamento prático, orientado e supervisionado, propiciando o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao exercício profissional. 

Os recursos serão utilizados no custeio de bolsas para residentes de cursos técnicos de nível médio, no valor de R$ 900; e de nível superior, no valor de R$ 1.200. A carga horária de residência será de 40 horas semanais. 

Também será custeada bolsa para professor orientador, que corresponderá ao valor de R$ 200 por orientado. Cada professor deverá orientar entre cinco (mínimo) e dez (máximo) residentes, sendo assim, a bolsa pode variar de R$ 1 mil a R$ 2 mil. 

O AgroResidência prevê, ainda, custos com a participação dos residentes, professor orientador, técnico orientador e de colaboradores eventuais em reuniões, oficinas, seminários, congressos e afins.

Cada edital possui características e demandas específicas. A elaboração das propostas deve seguir o roteiro e demais orientações apresentadas nos atos de chamamento público. Nesta sexta-feira (04), às 10h, a Anater realizará transmissão ao vivo, pelo canal do Youtube sobre o chamamento. O destaque é para a participação das Instituições de Ensino.

Os editais do AgroResidência fazem parte de iniciativa do Mapa e da Anater para contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) que somam R$ 53,6 milhões e beneficiarão áreas rurais de todas as regiões do Brasil, no início de 2022. Além da residência profissional agrícola, a ação envolve levar assistência técnica para produtores de orgânicos e em assentamentos.

Editais

  • Edital 007/2021 receberá propostas de residência profissional agrícola apresentadas por instituições estaduais de ensino e terá abrangência nacional. Serão destinados R$ 5,3 milhões para os projetos aprovados. A submissão poderá ser realizada até o dia 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola007@anater.org.
  • Propostas de projetos voltados ao público feminino (residentes mulheres) poderão ser submetidas ao Edital 008/2021 por instituições de ensino público e Escolas Família Agrícola (EFA). As atividades deverão ser executadas no Semiárido brasileiro, dentro da área de atuação do Projeto Dom Hélder Câmara, que abrange 11 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Serão investidos R$ 4,4 milhões para custeio das bolsas e execução das atividades. Os recursos são oriundos do projeto Dom Helder Câmara, fruto de um acordo firmado entre o Mapa e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) para ações de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável no semiárido. O recebimento de propostas começou no dia 28 de dezembro de 2021 pelo e-mail editalresidenciagricola008@anater.org. O prazo para submissão termina no dia 10 de fevereiro deste ano.   
  • As EFAs também poderão submeter suas propostas ao Edital 009/2021, cuja abrangência será nacional. Serão destinados R$ 2,7 milhões para financiar os projetos aprovados. As propostas devem ser enviadas até o dia 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola009@anater.org.
  • Dando continuidade à estratégia de implementação de ações do programa em um recorte territorial, assim como realizado no estado do Tocantins e Ilha do Marajó, o  Edital 010/2021 receberá propostas de instituições de ensino públicas e Escolas Família Agrícola de Mato Grosso do Sul. Serão destinados R$ 3 milhões para custeio. As propostas podem ser enviadas até o dia 15 de fevereiro de 2022 pelo e-mail editalresidenciagricola010@anater.org.

Assista no canal da Anater no Youtube:

Live sobre o Programa AgroResidência e os Editais da Anater

Material apresentado

E-mail para contato: duvidasresidenciaagricola@anater.org

Fonte: Anater/Mapa

Agricultores assentados, produtores de orgânicos e estudantes de ciências agrárias fazem parte do público beneficiário em todas as regiões do Brasil

Nesta segunda-feira (27), a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) lançou Chamadas Públicas e Instrumentos Específicos de Parceria (IEPs) que somam R$ 53,6 milhões e beneficiarão áreas rurais de todas as regiões do Brasil, no início de 2022. Os editais apresentam novas políticas públicas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), direcionadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A partir desta data, empresas privadas e públicas de Ater interessadas podem participar dos processos de seleção.

“Este final de ano traz mais um marco para a história da Ater no Brasil. É com orgulho que anunciamos esse recurso que contemplará todas as regiões. A Anater, com o direcionamento do Mapa, potencializou as ações e iniciaremos 2022 ainda mais fortes”, destacou o presidente da Agência, Ademar Silva Júnior, ao abordar a continuidade do trabalho.

Agricultores assentados, produtores de orgânicos e estudantes de ciências agrárias fazem parte do público-alvo. As iniciativas do Governo Federal são referentes ao Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – Região Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo; ao Projeto de Ater para Família de Agricultores e Agricultoras Orgânicos Vinculados a Organizações de Controle Social (OCS); e ao Programa AgroResidência.

A última versão do Produzir Brasil atenderá demandas específicas da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A finalidade é acelerar o processo de consolidação dos projetos de reforma agrária por intermédio da inserção produtiva em cadeias de valor que garantam a sustentabilidade econômica e ambiental, bem como, a estabilidade social das famílias assentadas com vistas a sua inserção em mercados.

A iniciativa é executada em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e, por isso, oferece também o título de posse rural, ampliando o acesso a outras políticas públicas. O recurso de aproximadamente R$ 30,3 milhões beneficiará mais de 6.600 famílias de assentados titulados ou em titulação, de nove estados da região Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Além da contratação de empresas privadas por chamamento, o valor inclui a assinatura de seis IEPs com Emateres.

Já o Projeto de Ater para Família de Agricultores e Agricultoras Orgânicos Vinculados a Organizações de Controle Social (OCSs) visa a prestação de serviços para agricultores(as) familiares agrupados(as) em  OCSs  que efetuam a comercialização de produtos orgânicos em venda direta. Devem ser legalmente constituídas e devidamente cadastradas no Mapa.

Será realizado o apoio à produção familiar de alimentos orgânicos, organização e controle social, rastreabilidade, execução de registros das atividades e acesso a mercados. O recurso de R$ 7,8 milhões contemplará mais de 80 OCSs dos estadosdo Amazonas, Ceará, Paraíba, Sergipe, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

E o AgroResidênciatem o objetivo de selecionar propostas de projetos de residência profissional agrícola de instituições de ensino públicas. Serão contemplados os jovens entre 15 e 29 anos de idade, estudantes de nível médio ou superior e recém-egressos de cursos de ciências agrárias e afins. São quatro editais lançados e a abrangência é nacional, com recurso que soma R$ 15,5 milhões.

O trabalho consiste na qualificação técnica dos beneficiários, por meio de treinamento prático, supervisionado e orientado por instituição de ensino pública estadual; sendo realizado em unidades residentes (empresas do agronegócio, fazendas ou cooperativas por exemplo).

São sete etapas para execução: estabelecimento de parceria com as unidades residentes, seleção dos residentes, elaboração de relatórios mensais pelos residentes, acompanhamento do trabalho dos residentes, elaboração de relatórios semestrais da execução do projeto, comprovação da residência e a elaboração de relatório final de execução do projeto.

Confira os editais aqui.

Fortalecimento da Ater em 2020 e 2021

Com a missão de viabilizar a prestação de Ater para agricultores familiares, promovendo o desenvolvimento rural sustentável, a Anater operacionalizou mais de R$ 100 milhões nas contratações de serviços de Ater, nos últimos dois anos .Além do investimento da União, outros fatores influenciaram na continuidade do trabalho e fortalecimento das ações.

Mesmo diante dos desafios da pandemia de Covid-19, a Agência se planejou para seguir atendendo a meta de 100 mil famílias do campo, o que colaborou para o abastecimento de alimentos na mesa do brasileiro e reduziu os impactos sobre a renda dos produtores.

Nos últimos meses, as novas iniciativas do Governo Federal que contemplam a agricultura familiar, o lançamento de chamadas públicas para empresas privadas, a assinatura de Instrumentos Específicos de Parceria (IEPs) com as Emateres, e a retomada de todas as atividades coletivas presenciais pelas equipes que prestam os serviços contribuíram para o fortalecer o campo.

Os editais lançados, ao longo de 2021, foram do Programa Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – Centro-Oeste e Amazônia Legal; do Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil; do Programa Produzir Brasil Complementar – Amazônia Legal e do Programa Brasil Mais Cooperativo. Foram direcionados mais de 47 milhões nesses chamamentos.

“É fundamental lembrarmos que, mesmo em anos de pandemia, conseguimos manter o trabalho. A  Anater operacionalizou mais de R$ 100 milhões nas contratações de serviços de Ater. E nosso sentimento é de otimismo para o próximo ano”, completou o presidente da Anater.

Para cumprir suas metas, a Anater celebra Contrato de Gestão com a União, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Atualmente, o documento acaba de ser atualizado para o 4° Termo Aditivo.

Fonte: Ascom Anater

O Dia Nacional do Extensionista Rural é comemorado nesta segunda-feira, dia 06 de dezembro. Os primeiros registros desse trabalho, no Brasil, são no final da década de 40. Em celebração à data e à evolução da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), foi realizada “Sessão Solene em Homenagem à Ater pelos 73 anos”, na Câmara dos Deputados.

A solicitação pelo deputado federal Zé Silva (Solidariedade/MG), que preside a Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural, contou com a participação de representações do setor no Plenário Ulysses Guimarães. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) foi uma das convidadas. Como extensionista, o deputado destacou a importância do trabalho para a agricultura brasileira, principalmente a familiar.

“O serviço de Ater é capaz de chegar nos grotões, naquelas comunidades que mais precisam. O extensionista é a primeira ou a última esperança da presença do estado brasileiro, levando conhecimento e apoio para produzir o alimento e garantir o abastecimento sustentável das gerações futuras”.

O extensionismo rural cumpre papel fundamental na execução das políticas públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastceimento (Mapa), órgão que a Anater é vinculada. O presidente da Agência, Ademar Silva Júnior, parabenizou os extensionistas, reforçando a participação feminina no cenário, além de destacar os projetos da Anater para fortalecer o trabalho pelas regiões do País.

“Parabenizo e presto uma homenagem a todos e todas que levam conhecimento, ciência e esperança ao homem do campo. Já aplicamos mais de R$ 300 milhões, recurso direcionado principalmente à agricultura familiar em programas diferentes, sob governança do Mapa e da ministra Tereza Cristina. Vamos avançar mais com a união de todos os envolvidos”.

À frente da Anater há mais de dois anos, o presidente também agradeceu o compromisso do parlamentar Zé Silva pela valorização da Ater. Também estavam presentes representantes da Associação Brasileira das Entidades Estaduais
de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público do Brasil (Faser). Juntos, assinara, em 2017, o Pacto Nacional pelo fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural.

Ao longo da história da agropecuária brasileira, os serviços de Ater prestaram uma contribuição decisiva para que hoje o Brasil viesse a ser um dos players mais importantes do agronegócio no mundo. Difundindo informações, disponibilizando conhecimento, promovendo inovação e implementando políticas públicas.

HISTÓRIA – O Dia Nacional do Extensionista Rural foi instituído pelo Governo Federal, há 70 anos, como forma de homenagear e reconhecer esse importante agente de desenvolvimento rural sustentável.

O Dia Nacional do Extensionista Rural é comemorado nesta segunda-feira, dia 06 de dezembro. Os primeiros registros desse trabalho, no Brasil, são no final da década de 40. Em celebração à data e à evolução da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), foi realizada “Sessão Solene em Homenagem à Ater pelos 73 anos”, na Câmara dos Deputados.

A solicitação pelo deputado federal Zé Silva (Solidariedade/MG), que preside a Frente Parlamentar de Assistência Técnica e Extensão Rural, contou com a participação de representações do setor no Plenário Ulysses Guimarães. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) foi uma das convidadas. Como extensionista, o deputado destacou a importância do trabalho para a agricultura brasileira, principalmente a familiar.

“O serviço de Ater é capaz de chegar nos grotões, naquelas comunidades que mais precisam. O extensionista é a primeira ou a última esperança da presença do estado brasileiro, levando conhecimento e apoio para produzir o alimento e garantir o abastecimento sustentável das gerações futuras”.

O extensionismo rural cumpre papel fundamental na execução das políticas públicas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastceimento (Mapa), órgão que a Anater é vinculada. O presidente da Agência, Ademar Silva Júnior, parabenizou os extensionistas, reforçando a participação feminina no cenário, além de destacar os projetos da Anater para fortalecer o trabalho pelas regiões do País.

“Parabenizo e presto uma homenagem a todos e todas que levam conhecimento, ciência e esperança ao homem do campo. Já aplicamos mais de R$ 300 milhões, recurso direcionado principalmente à agricultura familiar em programas diferentes, sob governança do Mapa e da ministra Tereza Cristina. Vamos avançar mais com a união de todos os envolvidos”.

À frente da Anater há mais de dois anos, o presidente também agradeceu o compromisso do parlamentar Zé Silva pela valorização da Ater. Também estavam presentes representantes da Associação Brasileira das Entidades Estaduais
de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural e do Setor Público do Brasil (Faser). Juntos, assinara, em 2017, o Pacto Nacional pelo fortalecimento da Assistência Técnica e Extensão Rural.

Ao longo da história da agropecuária brasileira, os serviços de Ater prestaram uma contribuição decisiva para que hoje o Brasil viesse a ser um dos players mais importantes do agronegócio no mundo. Difundindo informações, disponibilizando conhecimento, promovendo inovação e implementando políticas públicas.

HISTÓRIA – O Dia Nacional do Extensionista Rural foi instituído pelo Governo Federal, há 70 anos, como forma de homenagear e reconhecer esse importante agente de desenvolvimento rural sustentável.

Fonte: Anater

O processo ocorre de forma totalmente online no Portal de Serviços da plataforma do Governo Federal

Entidades públicas e privadas ligadas à agricultura familiar interessadas em integrar a Rede do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (Rede CAF) já podem solicitar a autorização ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF).

Dentre as entidades que podem integrar a rede estão, por exemplo, prefeituras, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), entidades sindicais por intermédio de confederações, institutos com atuação na agricultura familiar ou área correlacionada e outros. Entidades de todo o Brasil que realizam a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) também precisam solicitar o ingresso na Rede CAF para ser um agente cadastrador.

A partir do dia 31 de dezembro deste ano, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) substituirá a DAP de forma gradativa e será a principal ferramenta para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

“O agente cadastrador da inscrição no CAF terá papel primordial no apoio ao desenvolvimento do país”, afirma o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, César Halum, ao destacar que o CAF será um importante instrumento de avaliação e poderá orientar a proposição de novas ações e programas mais adequados à realidade do meio rural.

Para ser um cadastrador da Rede CAF, é preciso atender alguns requisitos, como ter capacidade técnico-operacional para realizar o atendimento ao cidadão e operacionalizar o Sistema CAFweb, como também se comprometer com o gerenciamento, a transmissão, a guarda e o sigilo dos dados e informações envolvidas no procedimento de inscrição.

Instruções e documentação

Para solicitar a autorização de ingresso na Rede CAF, o primeiro passo é se cadastrar na plataforma Gov.br. Clique aqui para acessar o passo a passo de como realizar o cadastro de um CPF e aqui para obter orientações sobre como cadastrar um CNPJ.

Em seguida, é preciso entrar na página de solicitação de autorização para ingresso na Rede CAF, dentro do Portal de Serviços da plataforma do Governo Federal, acessando o link https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-autorizacao-para-ingresso-na-rede-caf, e clicar no botão “Iniciar”.

No primeiro formulário, que abrirá automaticamente, é necessário confirmar os dados apresentados no cabeçalho e selecionar o tipo de entidade que o solicitante representa. No caso de entidade pública, será preciso informar também se é central ou regional. Para prosseguir, basta clicar no botão “Preencher dados da entidade”.

Na etapa seguinte, o solicitante deve informar os dados do representante legal da entidade, requeridos no segundo formulário, e clicar no botão “Preencher dados do responsável técnico”.

Na sequência, aparecerá um novo formulário, que também deve ser preenchido com dados do técnico responsável pelas operações da entidade. Ao concluir, é necessário clicar em “Preencher documentação” e seguir para a última etapa, na qual será anexada toda a documentação solicitada.

No caso de entidade pública, é necessário digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto e alterações vigentes; a Portaria de nomeação dos responsáveis; e a Declaração de Ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente.

As entidades privadas devem digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; a Certidão de FGTS; a Certidão de Regularidade Fiscal (PGFN); a Certidão de Débitos Trabalhistas; a Ata da Assembleia Geral de Prestação de Contas; a Ata de Eleição da Diretoria vigente; o Recibo de entrega do IRPJ; o Registro sindical ou protocolo de requerimento; e a Declaração de ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente. Essas entidades precisam ter personalidade jurídica na área de atuação da agricultura familiar ou área correlacionada; prever expressamente a representação social dos beneficiários agricultores familiares entre as atribuições e objetivos do seu Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; e possuir, no mínimo, dois anos de atuação.

Após o envio da documentação, o requerimento será analisado pela Coordenação de Cadastro do Agricultor Familiar do Mapa e deferido ou não. A entidade autorizada poderá compor a Divisão de Rede Emissora de CAF e passará a emitir o referido documento aos agricultores familiares, empreendimentos familiares e formas associativas da agricultura familiar.

>> Confira vídeo com o passo a passo para ingressar na Rede CAF

Agricultor Familiar

O coordenador do CAF, Gabriel Assmann, alerta que, após o lançamento do novo cadastro, “o produtor familiar que ainda tiver uma DAP válida não precisará substituir o documento imediatamente”.

Ele destaca que as DAPs emitidas até o dia 31 de dezembro de 2021 permanecerão válidas até o final de sua vigência. A partir daí, então, o agricultor fará a inscrição no CAF em caráter permanente, sendo a validade do seu registro renovada a cada dois anos.

Outras informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do Mapa pelo e-mail atendimento.cocaf@agricultura.gov.br ou pelos telefones (61) 3276-4540 e 3276-4533.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O processo ocorre de forma totalmente online no Portal de Serviços da plataforma do Governo Federal

Entidades públicas e privadas ligadas à agricultura familiar interessadas em integrar a Rede do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (Rede CAF) já podem solicitar a autorização ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF).

Dentre as entidades que podem integrar a rede estão, por exemplo, prefeituras, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), entidades sindicais por intermédio de confederações, institutos com atuação na agricultura familiar ou área correlacionada e outros. Entidades de todo o Brasil que realizam a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) também precisam solicitar o ingresso na Rede CAF para ser um agente cadastrador.

A partir do dia 31 de dezembro deste ano, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) substituirá a DAP de forma gradativa e será a principal ferramenta para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

“O agente cadastrador da inscrição no CAF terá papel primordial no apoio ao desenvolvimento do país”, afirma o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, César Halum, ao destacar que o CAF será um importante instrumento de avaliação e poderá orientar a proposição de novas ações e programas mais adequados à realidade do meio rural.

Para ser um cadastrador da Rede CAF, é preciso atender alguns requisitos, como ter capacidade técnico-operacional para realizar o atendimento ao cidadão e operacionalizar o Sistema CAFweb, como também se comprometer com o gerenciamento, a transmissão, a guarda e o sigilo dos dados e informações envolvidas no procedimento de inscrição.

Instruções e documentação

Para solicitar a autorização de ingresso na Rede CAF, o primeiro passo é se cadastrar na plataforma Gov.br. Clique aqui para acessar o passo a passo de como realizar o cadastro de um CPF e aqui para obter orientações sobre como cadastrar um CNPJ.

Em seguida, é preciso entrar na página de solicitação de autorização para ingresso na Rede CAF, dentro do Portal de Serviços da plataforma do Governo Federal, acessando o link https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-autorizacao-para-ingresso-na-rede-caf, e clicar no botão “Iniciar”.

No primeiro formulário, que abrirá automaticamente, é necessário confirmar os dados apresentados no cabeçalho e selecionar o tipo de entidade que o solicitante representa. No caso de entidade pública, será preciso informar também se é central ou regional. Para prosseguir, basta clicar no botão “Preencher dados da entidade”.

Na etapa seguinte, o solicitante deve informar os dados do representante legal da entidade, requeridos no segundo formulário, e clicar no botão “Preencher dados do responsável técnico”.

Na sequência, aparecerá um novo formulário, que também deve ser preenchido com dados do técnico responsável pelas operações da entidade. Ao concluir, é necessário clicar em “Preencher documentação” e seguir para a última etapa, na qual será anexada toda a documentação solicitada.

No caso de entidade pública, é necessário digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto e alterações vigentes; a Portaria de nomeação dos responsáveis; e a Declaração de Ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente.

As entidades privadas devem digitalizar e anexar o CNPJ; o Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; a Certidão de FGTS; a Certidão de Regularidade Fiscal (PGFN); a Certidão de Débitos Trabalhistas; a Ata da Assembleia Geral de Prestação de Contas; a Ata de Eleição da Diretoria vigente; o Recibo de entrega do IRPJ; o Registro sindical ou protocolo de requerimento; e a Declaração de ciência do Termo de Adesão e Compromisso da Portaria vigente. Essas entidades precisam ter personalidade jurídica na área de atuação da agricultura familiar ou área correlacionada; prever expressamente a representação social dos beneficiários agricultores familiares entre as atribuições e objetivos do seu Regimento Interno, Estatuto ou Contrato Social; e possuir, no mínimo, dois anos de atuação.

Após o envio da documentação, o requerimento será analisado pela Coordenação de Cadastro do Agricultor Familiar do Mapa e deferido ou não. A entidade autorizada poderá compor a Divisão de Rede Emissora de CAF e passará a emitir o referido documento aos agricultores familiares, empreendimentos familiares e formas associativas da agricultura familiar.

>> Confira vídeo com o passo a passo para ingressar na Rede CAF

Agricultor Familiar

O coordenador do CAF, Gabriel Assmann, alerta que, após o lançamento do novo cadastro, “o produtor familiar que ainda tiver uma DAP válida não precisará substituir o documento imediatamente”.

Ele destaca que as DAPs emitidas até o dia 31 de dezembro de 2021 permanecerão válidas até o final de sua vigência. A partir daí, então, o agricultor fará a inscrição no CAF em caráter permanente, sendo a validade do seu registro renovada a cada dois anos.

Outras informações sobre o CAF podem ser solicitadas à Coordenação de Gestão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar do Mapa pelo e-mail atendimento.cocaf@agricultura.gov.br ou pelos telefones (61) 3276-4540 e 3276-4533.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)