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Quem toma pela primeira vez o café orgânico e especial, produzido pelos pequenos produtores Luciene Santos Mota, 42 anos,  e José Wilson da Silva, 46 anos, nem de longe imagina a trajetória dessas vidas, antes da bebida chegar pronta  às mãos dele e de outros consumidores. Até chegar ao atual estágio de produção, com as marcas Café Luci e a mais recente, Café Alecrim Dourado, os produtores de Pedralva, Sul de Minas Gerais, passaram por muitas dificuldades. No entanto, com persistência e a ajuda da assistência técnica e extensão rural pública estadual, solidariedade dos arrendatários, donos das terras onde eles realizam quase todo o processo de produção do café, eles superaram e alavancaram o negócio. Depois de muito aperto financeiro e de uma vida de trabalho pesado, hoje eles respiram mais aliviados. A renda familiar melhorou. Agora, a família tem a casa própria reformada, carros, filho na faculdade, qualidade de vida e fazem planos para o futuro.

A atividade, que só conta com a mão de obra familiar, é realizada em três propriedades de mesmo nome: Alecrim Um, Alecrim Dois e Alecrim Dourado. Todas localizadas na Comunidade Alecrim, na zona rural do município de Pedralva. Os sítios têm respectivamente 500 pés de café, 6 mil e 2 mil. Duas propriedades são arrendadas e a menor delas, de 1 hectare, é herança da mãe de José Wilson. Todas elas têm certificação do sistema participativo da Central das Associações de Produtores Orgânicos do Sul de Minas (Orgânicos Sul de Minas). As duas maiores também têm o Certifica Minas Café, do Governo do Estado, sendo que a mais produtiva delas, a dos 6 mil pés de café, possui ainda, a certificação Fairtrade, por meio da Associação dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Ascarive), de Carmo de Minas. No geral, todas as certificações podem ser consideradas uma espécie de atestado, que comprovam, entre outros itens, que o produto tem qualidade, rastreabilidade e respeita normas socioeconômicas, ambientais, trabalhistas e de comércio justo.

Com estimativa de produção entre 20 e 25 sacas de café para este ano de 2021, mesmo quantitativo alcançado em 2020, os produtores não têm do que se queixar. As duas linhas do produto têm garantido mercado, em empórios, cafeterias, lojinhas de orgânicos, casas de produtos naturais, porta a porta e quitandas, entre outros estabelecimentos comerciais do ramo. A comercialização acontece localmente, em outras cidades mineiras e até em estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2016, o café da família, ainda sem uma marca, rendeu 50 sacas, que foram exportadas para o Japão, por meio da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), de Carmo de Minas. De lá pra cá, em decorrência de intempéries da natureza e perdas de alguns pés de café, mal podados, a produção caiu e a exportação para o país asiático findou após dois anos. Entretanto, o que faltou em quantidade, sobrou em qualidade, segundo Luciene.

“Tivemos perdas com alguns pés de café sim e isso derrubou a quantidade de sacas. Mas tivemos a qualidade reconhecida. No ano de 2018, não exportamos, mas conseguimos vender para a Três Corações. Fechamos com preço muito bom”, diz a produtora, sem revelar o valor. Luciene acrescenta que, no mesmo ano de 2018, recebeu de presente dos arrendatários, que ela chama de parceiros, a marca Luci Café Orgânico e passou a comercializar diretamente com os compradores. “Fazemos todo o trabalho de colheita e pós-colheita, limpamos e descascamos, mas a torra é terceirizada, porque precisaríamos de ter um local exclusivo para essa finalidade, um profissional especializado em torra e a autorização da Vigilância Sanitária. É um projeto que ainda podemos realizar. Fechamos parcerias com cafeterias e torrefações. Estamos tendo muitos pedidos, inclusive pelo Instagram, WhatsApp e Correios. Isso está sendo muito bacana”, afirma.

A família dos cafeicultores também é composta pelos filhos João Mateus, 15 anos e Breno, 21 anos. Os dois sempre ajudaram os pais. O mais novo, ainda em casa, cuida do pequeno rebanho de bovinos e das tarefas correlatas. O filho mais velho tornou-se universitário do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSul), onde cursa Gestão Ambiental, e agora mora, faz estágio e trabalha em Inconfidentes. A previsão é que ele se forme, neste ano de 2021. Era ele, que desde os 11 anos de idade, fazia as anotações das atividades, uma vez que os pais abandonaram cedo a escola e tinham dificuldades em executar os lançamentos. “Esperamos que os nossos filhos deem continuidade sucessória. Temos o conhecimento da prática e eles também, mas estão buscando o conhecimento teórico. Nossa expectativa é que tragam”, revela a mãe.

Assim, enquanto o Breno estuda, Luciene se viu diante de outras demandas, como a de fazer os apontamentos, relativos à rastreabilidade do produto, uma norma das certificadoras, entre outras anotações. Também acumulou funções de secretaria, além dos trabalhos inerentes da produção de café. Ela, que deixou a escola muito cedo, voltou a estudar para substituir o filho Breno, nas tarefas que ficavam sob responsabilidade dele.  Atualmente está quase concluindo o ensino médio. “Como o meu irmão, eu não quis estudar, então fui trabalhar na roça, primeiro acompanhando os meus pais que eram trabalhadores rurais e atuavam na coleta de café. Depois casei, vim morar na propriedade herdada pelo meu marido, onde moramos até hoje, e onde comecei a produzir e vender hortaliças convencionais”, conta.

Desafios

Mas até chegar aos dias atuais, Luciene e Wilson viveram dias difíceis no sítio herdado. Enquanto Wilson trabalhava em lavouras convencionais, ela colaborava na renda, cuidando das poucas vacas da propriedade, vendendo frango e outros produtos artesanais como queijo e iogurte, além das hortaliças na feira de Pedralva. Em 2009, mesmo ano em que a Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), passou a atender o casal, a saúde de Wilson ficou abalada. Com problemas respiratórios e de coluna eles decidiram investir em hortaliças orgânicas. Com a permissão de um amigo do Wilson, que cedeu suas terras ociosas, o casal passou a produzir hortaliças orgânicas nesse outro sítio, já que o deles ainda não tinha água.

Após algum tempo e com a orientação dos técnicos locais da Emater-MG, o casal de produtores começou a fornecer hortaliças para as escolas de Pedralva e municípios vizinhos, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Em paralelo, continuou a comercializar na feira de orgânicos do município. “Vendemos muito tempo, mais ou menos uns 5 anos para o Pnae. A maior participação foi no ano de 2015, onde a gente tinha variedades de hortaliças para oferecer às escolas”, explica Luciene. De acordo a produtora, tudo começou a mudar, quando o amigo do esposo que havia emprestado o seu sítio para o casal produzir hortaliças, decidiu vender a propriedade. “Eu avisei aos meus clientes que não iria mais vender os produtos. Um casal cliente e amigos meus, que eu chamo de anjos, comprou o sítio e continuamos com o nosso trabalho”, relembra.

Foi a partir daí que o desejo de se tornarem cafeicultores começou a ser construído, segundo a produtora de Pedralva. Os novos donos do sítio assinaram um contrato de arrendamento em nome do esposo José Wilson da Silva. E eles continuaram com as hortaliças, mas plantaram 500 pés de café. Para completar a alegria do casal de produtores, um outro sítio vizinho de 12,4 hectares e 6 mil pés de café já em produção, também foi adquirido pelos mesmos donos do primeiro sítio e arrendado para o casal, por meio de outro contrato. Desta vez, firmado em nome de Luciene Santos Mota. À frente da exploração dessa nova propriedade, a produtora conseguiu a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e o reconhecimento oficial de sua atividade.

“A carteirinha de produtora rural foi um grande sonho realizado.  Até então eu era reconhecida como doméstica e do lar, mas na verdade eu não era. Porque fui parceira, em tudo que fiz. Desde os meus pais até o meu esposo eu sempre tive uma participação ativa, na lavoura, na agricultura”, argumenta. Entre os muitos desafios enfrentados pelo casal de produtores, Luciene pontua alguns: levantar de madrugada com o filho de quatro anos para ir vender na feira, enfrentando o clima frio; o período de transição das hortaliças e do café convencionais (6 mil pés) para o sistema orgânico, quando muitas pessoas duvidavam dessa possibilidade e a saída do filho Breno para estudar e morar fora, obrigando ela a assumir tarefas que exigiam mais estudo e até a mexer no celular.

Mas com o tempo, Luciene e o marido vêm superando as limitações, inclusive participando de capacitações sempre que podem. O casal tem muitos planos para o futuro e já trabalha para concretizá-los. Um deles é tornar o próprio sítio, onde moram, numa propriedade produtiva e diversificada, apesar do pequeno tamanho. O primeiro passo foi o plantio de 2 mil pés de café. Destes, 600 pés já produziram a primeira safra que resultou no lançamento do Café Alecrim Dourado, há dois meses, em nome do produtor José Wilson. “É um produto orgânico como o Luci Café, pois os tratos culturais são os mesmos, mas ainda não tem o selo, por isso está sendo vendido como café agroecológico. Estamos regularizando a parte burocrática”, informa Luciene.

Outro projeto, segundo a cafeicultora, é construir uma pequena cozinha industrial, na própria casa, para fabricar geleias e desidratados, aproveitando as frutas do local, plantadas junto ao cafezal, como as variedades de bananas, abacate e abacaxi. A ideia é colocar em prática, em parceria com outras mulheres vizinhas que também precisam de uma renda extra. A proposta, de acordo com Luciene, é também ajudar na complementação da renda do filho Breno que, para se manter, cultiva hortaliças orgânicas com um colega, na fazenda da faculdade e vende a consumidores da cidade de Inconfidentes. “Temos muitos planos sim e a gente espera realizá-los com bastante êxito. Queremos mostrar que nesse pequeno pedaço de terra a gente consegue viver e produzir muito e tirar uma boa renda desse lugar”.

Emater-MG

Para Luciene, a Emater-MG foi fundamental desde os primeiros atendimentos ao casal, quando o agrônomo da época orientou os produtores a participarem da feira e do Pnae. Segundo ela, foi na ocasião que começou o “laço de união” que tem hoje com a empresa pública de extensão rural, seja por meio do escritório local ou da unidade regional do órgão, na cidade de Pouso Alegre. “A Emater teve papel fundamental pra nós desde o começo. Estamos sempre nos comunicando, através da Orgânicos Sul de Minas. E somos muito agraciados com esses atendimentos. Costumo dizer que, quando o extensionista chega na propriedade, não traz apenas o conhecimento de como semear e produzir. Ele traz a semente da esperança, pois mostra que temos capacidade de transformar a nossa terra. Somos muito gratos à Emater”, ressalta.

Atualmente, os produtores Luciene e José Wilson estão focados no cultivo de café e não produzem mais hortaliças para a comercialização, mas ainda mantém as estufas de verduras, para consumo deles e dos parceiros, além de familiares de ambos, amigos e vizinhos. “Não há divisão de lucros, mas tudo que produzimos aqui é compartilhado com nossos parceiros”, afirma a cafeicultora. De acordo a produtora, as hortaliças continuam sendo cultivadas no sistema orgânico. 

Especial, orgânico e concurso

O café produzido nas duas propriedades arrendadas e no sítio do casal é da espécie coffea arábica, a mais usada na produção de café especial. As variedades cultivadas em talhões divididos são: Catuí Vermelho e Catuí Amarelo. No final de 2018, eles plantaram 1.800 pés da nova cultivar Arara, que segundo Luciene vem sendo considerada mais resistente a doenças, principalmente a ferrugem. “A primeira colheita vai ser esse ano. São essas as variedades que temos por aqui. Elas geram essa bebida diferenciada, que vem se destacando no mercado”, afirma.

O engenheiro agrônomo Cleber da Mota Pereira, do escritório local da Emater-MG, em Pedralva, que vem acompanhando e orientando o casal há cerca de dois anos, confirma que o café é de alta qualidade. “São produzidos em um sistema diferenciado. Eles colhem somente os cafés maduros de forma seletiva, grão a grão. Eles são secados em estufas e terreiro suspenso (bancada de madeira forrada com um sombrite). Esses grãos não têm contato com solo e são secados de forma natural. Por esses cuidados eles atingem pontuações superiores a 85 pontos, o que caracteriza um café ser considerado especial, conforme a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA)”, explica.

Todas as lavouras, segundo a produtora, são tratadas com produtos naturais dos próprios sítios. Os tratos culturais, incluem esterco de gado e galinha; palha de café, capim e cana para fazer composto orgânico. A adubação verde também é usada, assim como caldas, cujas receitas são da Emater-MG. Os cuidados incluem também monitoramento anual da saúde da planta e do solo pra ir dosando o uso dos produtos. “A gente faz todo ano a análise de solo e de folha, pra ver o que café está precisando. Se tiver algum talhão que não tem necessidade de potássio, a gente não incorpora a palha do café na compostagem. Mas se acaso, tiver necessidade a gente coloca também a palha do café”, informa Luciene.

Além de orgânico e especial, o café dos produtores de Pedralva também já acumula bons desempenhos em variados concursos promovidos por instituições e empresas do setor cafeeiro. Em 2017, ficou em 9º lugar, entre os dez cafés top do Concurso Café Mantiqueira de Minas, promovido pela Ascarive Fairtrade e Cocarive. No ano de 2018, conquistou o 3º lugar do Concurso Florada Premiada, da Três Corações e da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), concorrendo com 633 amostras. O mesmo feito se repetiu em 2019, novamente em 3º lugar.  Também em 2019, conquistou o 2º lugar na 16ª edição do Concurso Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, da Emater-MG, Região Sul de Minas, na categoria Café Natural.

Fonte: Emater-MG

O objetivo é levar tecnologia ao campo e tornar o contato com o técnico da Empaer mais fácil e rápido

Com objetivo de levar tecnologia ao campo e tornar o contato com técnicos da Empaer mais fácil e rápido, a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) lançará uma plataforma digital para atender agricultores familiares. O aplicativo está sendo desenvolvido em parceria com a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e tem previsão de lançamento para a segunda quinzena do mês de maio.

O técnico em Administração Sistêmica da Empaer, Eder Antônio da Silva, comenta que o aplicativo será inserido na plataforma de Governo MT Cidadão e vai atender o público rural e também urbano. A ferramenta vai facilitar a rotina dos agricultores e simplificar a vida no campo por meio de uma interação de fácil manuseio.

“O produtor vai interagir com uma equipe composta por técnicos, pesquisadores e profissionais de várias áreas aptos a prestarem informações e atendimento”, explica.

De acordo com Eder,  por meio do aplicativo o produtor poderá acessar as informações da sua propriedade e dúvidas sobre assuntos diversos, como crédito rural e administração da propriedade, obter informações técnicas sobre culturas e criações e solicitar visitas para atendimento in loco na propriedade rural. Além dos produtores, os moradores urbanos, feirantes, diretores de escolas, ou qualquer outra pessoa que tenha alguma dúvida relacionada ao trabalho rural também poderá entrar em contato para obter orientação. Tudo isso diretamente pelo celular.

O novo aplicativo estará interligado com o Sistema de Acompanhamento e Gerenciamento das Atividades da Empaer, o Sagae. A plataforma está sendo utilizada para coletar as informações dos serviços prestados ao público alvo, além de avaliar o ganho social dos produtores rurais e o trabalho executado pelos técnicos da Empaer. O cadastramento dos produtores começou em 2019 e já foram cadastrados, pelo Sistema Sagae, mais de 50 mil agricultores familiares de 2.270 comunidades rurais em 123 municípios.

“O produtor cadastrado no Sagae, quando solicitar um atendimento pelo aplicativo, o técnico da Empaer já contará com os dados relacionados à sua propriedade, produção, localização, área total e outros. Esses dados vão auxiliar a equipe a prestar um atendimento de qualidade de forma remota e caso o produtor solicite, de forma presencial. O agricultor contará com um  novo canal para troca de informações com a Empaer”, enfatiza Eder.

A nova ferramenta está sendo desenvolvida pelo setor de Tecnologia da Informação com a colaboração da equipe de Comunicação da Empaer, de técnicos da área de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), Pesquisa e Fomento, com recursos do Programa REED+For Early Movers (REM). A publicitária da Empaer, Lara Jordani, responsável pela parte visual e fluxo de informações do aplicativo, comenta que a ferramenta tem como objetivo atender o agricultor e a sociedade em geral de forma mais prática, célere e econômica.

Conforme Lara, além desse atendimento direto ao produtor e a sociedade em geral, o aplicativo também permitirá uma comunicação mais eficiente entre os próprios técnicos de diferentes localidades no Estado, considerando a especialidade de cada um e atendendo, assim, a uma demanda específica que já existia dentro da empresa.

Fonte: Empaer-MT

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta sexta-feira (9) a relação dos produtos agrícolas com bônus de desconto em abril para agentes financeiros operadores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A lista com os produtos e os estados contemplados pelo Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) tem validade para o período de 10 de abril a 9 de maio de 2021, conforme a Portaria Nº 16, da Secretaria de Política Agrícola.

Os produtos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi, açaí (fruto), banana, cará/inhame, castanha de caju, juta/malva, maracujá e uva. Os estados que integram a lista deste mês são: Alagoas, Acre, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo, Piauí, Amazonas e Santa Catarina.

O recebimento de bônus do PGPAF ocorre quando o valor de mercado de algum dos produtos do programa fica abaixo do preço de referência, permitindo ao produtor utilizar o valor como desconto no pagamento ou amortização nas parcelas de financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa.

Para mais informações entre em contato com a equipe técnica pelos endereços eletrônicos: pgpaf.spa@agricultura.gov.br ou pronaf.spa@agricultura.gov.br.  

Ouça a matéria na Rádio Mapa

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A Câmara do Agro 4.0 aprovo,u na última quarta-feira (7), o Plano de Ação para o período 2021-2024, focado na expansão do acesso à internet no campo e na aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural.

Dentre as ações listadas no Plano, estão a identificação e o desenvolvimento de soluções para o Agro 4.0, o fortalecimento de instrumentos adequados de oferta e acesso a inovações pelos proprietários rurais e a garantia do volume de recursos necessários, a um custo viável, para a implementação dessas soluções.

Nesse sentido, espera-se o aumento da oferta de soluções inovadoras no mercado, por parte de empresas de base tecnológica, startups e integradoras, bem como a utilização, cada vez mais rotineiras dessas soluções no dia a dia das propriedades rurais do Brasil, em especial nas de pequeno e médio portes. Além disso, a coordenação apontada no Plano de Ação evitará a sobreposição de esforços individuais de instituições públicas e privadas para solucionar necessidades e demandas do Agro 4.0 no País.

“Existe uma expectativa muito positiva em relação à transformação digital da nossa agropecuária. A agenda Agro 4.0 levará ao campo conectividade, informação qualificada, tecnologia e inovação, elementos essenciais para manter o Brasil como protagonista no Agro global”, diz o coordenador-geral de Inovação Aberta do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Daniel Trento. 

O objetivo da Câmara do Agro 4.0 é implementar ações destinadas à expansão da internet no meio rural, ao aumento da produtividade no campo, e à difusão de novas tecnologias e serviços inovadores nas propriedades rurais. Participam da Câmara representantes de entidades dos setores produtivo e de pesquisa agropecuária e de tecnologia do país, além de representantes do Mapa, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

A iniciativa vai garantir capacitação a 20 profissionais recém-formados na área de Ciências Agrárias

Treinamento avançado para especializar um profissional não é exclusividade da área de saúde. Um exemplo é a recente parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que vai garantir a capacitação de 20 profissionais recém-formados em graduações na área de Ciências Agrárias como residentes agrícolas.

Os selecionados integram o Programa de Residência Profissional Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que no Pará tem a primeira experiência implantada pelo Instituto de Ciências Agrárias da Ufra, executada com o apoio do órgão de assistência técnica.

Além de profissionais de Engenharia Agrônoma, a Residência Profissional Agrícola da Ufra também abrange as áreas de Engenharia Florestal, Zootecnia e Engenharia de Pesca.

A presidente Cleide Amorim garantiu que a Emater está preparada para receber os residentes

Experiência de campo – “A Emater já está preparada para receber os residentes que serão capacitados nas comunidades com todo o apoio dos técnicos dos escritórios locais da empresa, o que vai ser de grande relevância na formação desses novos profissionais, que terão toda uma experiência de campo dentro da realidade da agricultura familiar do Estado”, ressalta a presidente da Emater, Cleide Amorim.

O primeiro módulo da residência será cursado no escritório local da Emater, e dois módulos já estão programados para propriedades rurais em vários municípios e na Unidade Didática de Bragança (UDB), na região Nordeste.

De acordo com a coordenadora da residência, Antônia Bronze, o projeto visa à capacitação dos profissionais da área de Ciências Agrárias, a partir de atividades na agricultura familiar para o desenvolvimento de tecnologias integradas e práticas sustentáveis no uso dos recursos naturais, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida do homem no campo.

“O residente vai estar dentro da comunidade, interagindo com o produtor rural e com a equipe técnica da Emater, promovendo uma troca de aprendizado, o que é importante para os residentes, para a Ufra e para a Emater. Queremos levar uma visão empreendedora dos produtores das unidades residentes, a fim de que estas aumentem a produtividade, geração de emprego e oferta de produtos agrícolas nos centros urbanos, dando contribuição à segurança alimentar da população”, explicou a coordenadora.

O aprendizado será fundamental na formação profissional dos selecionados

Expectativa – Recém-formada, a engenheira agrônoma Jaqueline Silva integra a primeira turma de 10 residentes, que já iniciou a capacitação nos próximos dias. “Eu estou muito grata pela oportunidade de participar dessa residência muito almejada por todos, e espero superar meus limites. Minhas expectativas para esse ano é me capacitar profissionalmente, adquirir habilidade e conhecimento através das diversas atividades práticas, do convívio com os produtores rurais e técnicos da Emater. Que seja uma experiência inesquecível”, disse a residente.

Dentro das etapas de capacitação, os residentes atuarão em Unidades de Produção Familiar e Associações em oito municípios paraenses (Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá e Castanhal). Está prevista também uma etapa na Unidade Didática de Bragança (UDB), que há mais de 50 anos é um espaço de referência para treinamentos e capacitações em Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

A UDB é referência para encontros, cursos, intercâmbios e outras atividades

Estrutura de conhecimento – A Unidade Didática de Bragança tem uma área de 100 hectares, utilizada para a promoção de encontros, reuniões, cursos, oficinas, intercâmbios, excursões e outras atividades, além de um auditório com capacidade para até 60 participantes por evento e estrutura para acomodação. A Unidade apoia instituições educacionais dos mais diversos níveis na área de Ciências Agrárias, e reúne dados meteorológicos coletados desde 1977.

Referência também no apoio a agricultores locais, a UDB dispõe de um Laboratório de Solos e uma agroindústria de leite e frutas. O Laboratório de Solos analisa a fertilidade, determina o pH e faz exames de nutrientes, fatores essenciais que beneficiam diretamente agricultores empenhados em melhorar a produção.

Fonte: Emater-PA

A Emater-DF completa  43 anos de atividade, nesta quarta-feira (7), comemorando pelo quinto ano consecutivo aumento no Valor Bruto de Produção (VBP) do Distrito Federal. O VBP é calculado multiplicando o valor da produção de cada produto agrícola e da pecuária pelos preços médios recebidos pelos produtores (produção x R$). Em 2020, a produção agropecuária do Distrito Federal alcançou R$ 3.577.979.032,77, crescimento de 23,04% em relação a 2019, que foi de R$ 2.907.865.990,96.

O setor com maior crescimento foi a pecuária, com VBP de R$ 1,412 bilhão (aumento de 28,82% na comparação com o ano anterior), seguido das grandes culturas (milho, soja, feijão e feno), com R$ 1,1 bilhão (+61,66%). As cadeias produtivas da olericultura (hortaliças), floricultura, fruticultura, produtos orgânicos e silvicultura somadas tiveram um valor bruto de R$ 1,064 bilhão em 2020.

“Esses números demonstram não apenas o potencial econômico do setor agropecuário do Distrito Federal, mas como a assistência técnica e a extensão rural dão resultado na vida das pessoas do campo, em especial na dos pequenos produtores e agricultores familiares. Apesar do ano difícil por causa da pandemia, é com alegria que a gente apresenta esses números neste aniversário de 43 anos da Emater”, afirmou a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

Apesar do número final positivo, algumas culturas tiveram redução de área plantada e de volume produzido em razão da pandemia, mas acabaram tendo um impacto menor no resultado acumulado por conta do aumento de preços no período, explica a diretora-executiva da Emater, Loiselene Trindade.

Cards comemorativos com homenagens feitas por funcionários da empresa

Comemoração

Em razão das restrições causadas pelo coronavírus, a Emater-DF  está celebrando seu aniversário com a publicação de cards nas redes sociais com imagens de funcionários da empresa em suas atividades diárias com o mote “Eu faço parte dessa história” (veja acima).

A empresa tem um corpo técnico formado por profissionais de várias áreas: veterinária, agronomia, economia doméstica, engenharia, administração de empresas, além das atividades de apoio (jurídico, assessoria de comunicação, serviços gerais etc.).

Também como parte das comemorações dos 43 anos da empresa, a Emater-DF lança a TV Emater, canal de comunicação com entrevistas com técnicos, especialistas, produtores e outros profissionais ligados ao setor agropecuário. Os vídeos estarão disponíveis nas redes sociais da empresa.

Clique na imagem para assistir.

A Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

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Fonte: Emater-DF

A Epagri se uniu aos agricultores catarinenses na luta contra a pandemia. Para evitar a disseminação da Covid-19, as atitudes vão muito além de usar álcool em gel e máscara. Tem quem tenha priorizado as vendas on-line, tem gente que deixou o pai em casa e assumiu as entregas e tem novas regras para a execução da atividade de extensão, que, como é essencial, não parou.

Sandra Castanha e Joel Leandro Eger produzem morangos e geleias artesanais em Ituporanga. Com a pandemia, o casal passou a vender praticamente toda a sua produção pela internet. Assim, atendem ao cliente de forma diferenciada, entregando diretamente nas casas com todas as garantias de segurança estabelecidas pelos protocolos contra a Covid.

Em Antônio Carlos, o agricultor Eugênio Petri Junior evita sair de casa, mas quando sai, leva suas próprias refeições, para não precisar se alimentar fora. Álcool gel, máscara e distanciamento social fazem parte da rotina, que inclui também tomar um banho e colocar toda a roupa para lavar quando volta da rua para casa.

Reginaldo Espanhol, de Guaramirim, divide o trabalho na roça com o pai de 60 anos. Mas na hora das entregas, ele tem procurado ir sozinho, para poupar o patriarca da família. Outra providência importante que tomou foi fazer as entregas nas primeiras horas da manhã, quando a circulação de pessoas é menor. Sem esquecer nunca da máscara, do distanciamento social e da higiene das mãos.

Saúde mental

Em Trombudo Central, a Ivone Mateussi, que é uma agricultora já idosa, investiu na sanidade mental para atravessar a pandemia. “Me cuido com as minhas verduras, as minhas plantas, tudo que faço é com amor, daí não é difícil”. Sobre a necessidade de isolamento, ela garante que está “levando a vida numa boa, porque, a gente estando na casa da gente já é um pedaço do céu aqui na terra”. Quando sai de sua propriedade, o que é raro, é com máscara, álcool gel e distanciamento. “Não é porque a gente está na área rural que não tem que se cuidar, o perigo é o mesmo. A gente tem que valorizar muito a vida”.

Dona Ivone Mateussi, agricultora já idosa, investiu na sanidade mental para atravessar a pandemia.

No mercado municipal de Canoinhas, os agricultores adotaram “todas as medidas possíveis e cabíveis para proteger a saúde”, descreve Juliano Wardenski. Ele conta que lá dentro cada feirante tem sua máscara, além de álcool gel distribuído nas bancas, pelas paredes e na entrada do mercado. Na porta também são distribuídas senhas aos consumidores, para evitar aglomerações. Juliano dá o recado:  “nós, agricultores, também estamos aí, tomando todos os cuidados”.

Juliano Wardenski garante que no mercado municipal de Canoinhas todas as medidas foram tomadas

Em Arroio Trinta, Marilse Baldo Serighelli recebe o extensionista da Epagri com um mantra: “boa tarde, seja bem-vindo aqui em casa, usando máscara que nem a gente, mantendo distância”. Ela aprendeu a aplicar o protocolo direitinho, para proteger, além da sua saúde, a do marido que é asmático, da mãe que é idosa e da irmã que é portadora de deficiência. “Temos muito carinho com as visitas, mas qualquer pessoa tem que respeitar esse momento”, sentencia a agricultora. O seu esposo Gilberto Agostinho Serighelli conta que a regra na casa é evitar sair, mas quando sai é com máscara e álcool gel no carro. “Temos que respeitar para ver se termina o quanto antes essa pandemia”, afirma ele com sabedoria.

Para manter as atividades de turismo rural, a Rosângela Erahardt, que é agricultora em Petrolândia, exige que todos os visitantes usem máscara e álcool em gel, que está disponível na entrada da propriedade. Ela, que também fabrica queijo artesanal de ovelha, garante que tenta ao máximo se cuidar e cuidar da segurança sanitária de seus visitantes.

Extensão

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri nas cidades de Taió e Mirim Doce. “Sabemos dos problemas que estamos enfrentando com o coronavírus, mas as nossas visitas não podem parar. Para isso, a gente tem tomado certos cuidados”, relata. Uma das principais medidas de cautela é, ao marcar antecipadamente a visita à propriedade, questionar os assistidos sobre possíveis sintomas. Laís Santos Capel, extensionista em Lontras, faz coro com o colega e apela aos agricultores: “se a família tiver algum sintoma gripal, deve nos avisar, pois estaremos cuidando de nós e da saúde de vocês”.

Ricardo Probst é extensionista rural da Epagri: “nossas visitas não podem parar”

Tomás Pellizzaro Pereira, extensionista da Epagri em Petrolândia, lembra que também são adotadas medidas de prevenção no próprio escritório municipal. Afixado na parede da unidade, um cartaz elaborado pela Epagri já repassa todas as medidas de prevenção. Há também cartazes informando que só entra um assistido por vez e que o agricultor deve aguardar ser chamado. Dentro do escritório, é mantida distância de dois metros entre as pessoas. Caso o agricultor precise usar a caneta do escritório, ela é higienizada com álcool logo em seguida.

“Com a adoção dessas medidas, logo passaremos por esse momento difícil e estaremos juntos novamente”, lembra a extensionista da Epagri em Lontras, Franciani Rodrigues da Silva. Ela reflete a filosofia da Epagri e dos agricultores, da importância de cada um fazer a sua parte para a superação dessa crise sanitária.

A Epagri participa do Comitê Gestor de Inteligência de Dados para o enfrentamento da Covid-19 e mantém o serviço de mapas “Vulnerabilidade Social, Redes Agrícolas e a Covid-19 em Santa Catarina”, que gera dados para tomada de decisão do Estado em relação à pandemia. Também cabe à Epagri acompanhar a evolução dos casos no meio rural.

Fonte: Epagri-SC

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (Senar/PB) está ampliando a sua participação dentro do Próspera Semiárido – Agronordeste. A política pública é implementada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), juntamente com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Responsável pela oferta de Assistência Técnica e Gerencial (ATeg) aos produtores, o Senar abriu mais 10 turmas para a oferta desse atendimento.

Cada grupo contará com até trinta produtores, que estão distribuídos em todas as regiões do Estado. São agricultores e pecuaristas das cadeias da olericultura, fruticultura, avicultura, bovinocultura de leite e ovinocaprinocultura, tanto de leite quanto de corte. Os atendimentos terão início ao longo deste mês de abril.

O gerente do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Senar, Gabriel Petelinkar, explicou que essas novas turmas já são resultado da aprovação da ATeG por produtores que perceberam o sucesso de vizinhos que eram atendidos.

“Com a divulgação da evolução da produção em alguns grupos, e a participação ativa dos sindicatos, houve esse aumento do interesse de produtores ainda não envolvidos no sistema. Para nós isso representa uma validação, uma aprovação do nosso trabalho”, avaliou.

As cidades beneficiadas pela ampliação do trabalho são: Alagoa Grande (cana-de-açúcar), Alagoa Nova (fruticultura), Caaporã (fruticultura), Catolé do Rocha (apicultura), Esperança (apicultura), Gurjão (caprinocultura), Pedras de Fogo (cana-de-açúcar), Pombal (bovinocultura de leite), Prata (bovinocultura de leite) e Sousa (fruticultura).

Fonte: Ascom Sistema Faepa/Senar-PB

Em parceria com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) produziu a 2ª edição da cartilha “Colheita do Café 2021 – Orientações para prevenção do novo Coronavírus”.

Neste ano, a cartilha traz novas informações sobre o vírus, com o objetivo de combater a Covid-19 e proteger os cafeicultores e as famílias rurais capixabas durante o período da colheita.

Baixe a cartilha aqui:  Download 

Cafés capixabas premiados conquistam cafeterias no exterior

Os grãos da bebida exportados são os vencedores do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo, realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em dezembro de 2020.

Os cafés capixabas especiais estão conquistando cafeterias em Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos, e também do outro lado do mundo, na Austrália. Os grãos da bebida exportados são os vencedores do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo, realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em dezembro de 2020. 

Além de premiar e incentivar a produção de cafés arábica e conilon especiais no Espírito Santo, o prêmio promoveu rodadas de negócios e a venda dos cafés. Uma delas resultou na exportação de lotes para a microtorrefação e cafeteria Sey Coffee, com sede no Brooklyn, Nova York, que tem a proposta de entregar uma seleção dos melhores, mais dinâmicos e complexos cafés do mundo. A Sey Coffee já ganhou o prêmio de melhor torrefação e cafeteria dos Estados Unidos.

Os cafés vendidos foram premiados em primeiro, segundo e terceiro lugares, na categoria arábica do prêmio. A produção dos cafés é feita nas cidades de Castelo e Brejetuba, respectivamente, pelos cafeicultores premiados William Sartori, José Antônio Romão e Valdeir de Paula. A qualidade dos cafés está rendendo elogios na “capital do mundo”, onde os provadores classificaram os cafés capixabas como exóticos, de perfil sensorial inovador e de grande complexidade de sabor.

O avaliador de café com certificação mundial Q-Grader, Rafael Marques, participou como juiz nas provas de cafés do prêmio. Ele também foi comprador dos cafés arábicas por meio da Faf Coffees, empresa responsável pela compra, conexão e exportação dos lotes campeões para as torrefações e cafeterias dos Estados Unidos e da Austrália. Os cafés foram exportados em sacas com a estampa Reserva Capixaba, um projeto criado pela empresa para ilustrar o vale onde foi produzido o café e a sua qualidade.

“Os compradores ficaram surpresos com os cafés capixabas. Destacaram que são perfis semelhantes aos cafés do Quênia, que têm grande complexidade de sabor, características únicas de terroir, que resultam em uma herança de fatores decisivos para deixar a bebida mais refinada. Não é comum encontrar no Brasil café com tamanha inovação de perfil sensorial. Isso vem para coroar o trabalho que foi feito no prêmio e, para mim, é o maior sucesso que podemos ter como pessoas que trabalham lado a lado com os cafeicultores”, disse Rafael Marques.

Fonte: Incaper e Seag

As mudanças garantem autonomia ao agricultor familiar, desburocratizando e ampliando o acesso ao crédito

Foi publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), a Portaria nº 123, que aprova o Manual de Operações do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A medida constitui a etapa final do processo de reformulação da política pública para desburocratizar e ampliar o acesso dos agricultores familiares ao crédito fundiário. O novo formato recebeu o nome de “Terra Brasil – PNCF”.

O documento estabelece diretrizes e procedimentos operacionais para orientar e servir como referência para Unidades Técnicas Estaduais (UTEs), Unidades Gestoras Estaduais, Agentes Financeiros, entidades públicas e privadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), prefeituras municipais e aos demais parceiros na implementação e execução do Terra Brasil – PNCF. 

Também como parte do processo de reformulação do programa, o Mapa publicou a Portaria nº 122, que aprova o novo Regulamento Operativo do Fundo de Terras e da Reforma Agrária e do Subprograma de Combate à Pobreza Rural, após alterações necessárias no normativo. 

“As publicações marcam o início de uma nova fase do programa de crédito fundiário. Após o processo de reformulação, que iniciamos em 2019, o programa terá o seu alcance ampliado para atender efetivamente aqueles que precisam acessar a compra da terra, concedendo financiamento com mais agilidade”, ressalta o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke. 

Entre as principais novidades implementadas por meio das duas portarias está a ampliação da faixa etária dos beneficiários. Diante da demanda recorrente dos candidatos e do aumento da expectativa de vida do brasileiro, anunciado pelo IBGE, foi ampliada de 65 para 70 anos a idade máxima para acessar o programa. 

A reformulação realizada pelo Mapa garante, ainda, uma maior autonomia ao produtor familiar, que passa a poder comprovar o seu trabalho na atividade rural por meio de uma autodeclaração de elegibilidade, acompanhada de documentação probatória de experiência, renda e patrimônio. 

A partir de agora, o agricultor interessado em financiar um imóvel rural pelo Terra Brasil – PNCF também poderá procurar a prefeitura municipal, além das empresas públicas ou privadas de Ater, para dar início aos procedimentos de solicitação do crédito. Isso porque, com o novo Regulamento Operativo, as prefeituras municipais passaram a poder prestar os serviços de Ater, no âmbito do programa, mediante a formalização de acordo de cooperação com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa. 

“Estamos ampliando a participação dos governos municipais, possibilitando que estes elaborem os projetos técnicos de forma gratuita, reduzindo o valor do financiamento. É uma importante iniciativa, pois entendemos que as prefeituras conhecem a realidade local e estão em contato direto com o agricultor familiar que precisa do financiamento”, destaca Schwanke. 

>> Clique aqui para saber como cadastrar uma prefeitura no Terra Brasil – PNCF

 Para acessar o programa, não será mais necessária a apresentação da “Proposta de Financiamento”. O novo regulamento exige um “Projeto Técnico de Financiamento”, elaborado por uma instituição de Ater ou prefeitura municipal em conjunto com o agricultor, contendo a capacidade de pagamento do financiamento, demonstrando a viabilidade técnica, econômica, ambiental e social das atividades rurais a serem exploradas e comprovando a necessidade dos investimentos básicos e produtivos. 

A alteração visa a redução das etapas de análise da proposta e a realização da gestão de riscos agropecuários e climáticos, com a melhoria do planejamento das atividades do produtor e a viabilidade produtiva da propriedade rural. 

Após uma readequação na redação do regulamento, o Ministério da Agricultura passa a permitir a elaboração do “Projeto Técnico de Financiamento” por profissionais registrados no Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA) por meio do Termo de Responsabilidade Técnica (TRT). 

As medidas também ampliaram o acesso das empresas de Ater ao programa, que, agora, podem estar cadastradas na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), no Sistema Informatizado de Ater (Siarter) ou nos bancos que operam o crédito fundiário. 

A avaliação do imóvel objeto do financiamento, antes realizada pelas UTEs, passa a ser feita pelas instituições responsáveis pela elaboração do Projeto Técnico. As UTEs realizarão a vistoria para validação do imóvel somente quando necessário. 

Para reduzir o fluxo de tramitação das propostas de financiamento e tornar o processo mais eficaz, no âmbito do Terra Brasil – PNCF, as diversas etapas de controle social foram transformadas na “Etapa Única de Controle Social no Município”, por meio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRs). 

A mudança permite a simplificação do fluxo, que possuía um total de 14 etapas e passa a contar com menos de seis etapas. A otimização do processo deverá resultar na redução expressiva do prazo médio de contratação das operações, dos atuais dois anos para, aproximadamente, seis meses.

Recursos

O novo Regulamento Operativo do Terra Brasil -PNCF amplia o valor destinado à Ater, que antes era de R$ 7.500 e passa a ser de até R$ 10 mil. Desses, até R$ 2.500 podem ser destinados ao pagamento dos custos de apoio à elaboração do Projeto Técnico de Financiamento. 

Outra novidade está relacionada ao valor para investimentos básicos e produtivos, que, no âmbito do Fundo de Terras, se encontrava restrito a R$ 27.500. No novo regulamento, houve o aumento desse teto, que, agora, pode chegar, por beneficiário, a 50% do valor total do financiamento. A medida visa permitir maior flexibilidade no planejamento das atividades e dos investimentos necessários para viabilizar o imóvel rural a ser adquirido com o crédito.

Digital

O Manual de Operações do Terra Brasil – PNCF implementa oficialmente o serviço digital Cadastrar Entidades e Técnicos (CET). Plataforma destinada ao cadastro e certificação de instituições públicas e privadas, incluindo prefeituras municipais, que tenham interesse em integrar a Rede de Assistência do programa, para prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), incluindo a elaboração de Projetos Técnicos de Financiamento. 

Outro serviço digital apresentado no documento publicado pelo Mapa é o Obter Crédito Terra Brasil. Voltada para as instituições parceiras do programa, a plataforma possibilita o envio do Projeto Técnico de Financiamento e toda documentação do candidato a beneficiário, do vendedor e do imóvel rural, de forma totalmente digital, dispensando a necessidade de entrega de documentação física ao governo federal. 

Além de digitalizar processos, as novas portarias também apresentam informações adicionais sobre regime jurídico do imóvel financiado, maior detalhamento das competências das instituições públicas e privadas de Ater e a previsão de sanções pela não observância dos normativos, de informações falsas e danos ao Fundo de Terras e da Reforma Agrária.

O processo de reformulação do  Terra Brasil-PNCF contou, ainda, com a inclusão da possibilidade de interposição de recurso, junto à Comissão Recursal (CORE), pelos candidatos que tiverem a elegibilidade negada; o aprimoramento do dispositivo sobre casos de falecimentos do beneficiário no curso do financiamento; o detalhamento dos temas referentes ao monitoramento, supervisão e fiscalização dos projetos; e a regulamentação da vistoria dos imóveis e de casos de dissolução da sociedade conjugal ou união estável.

Política Pública

O Terra Brasil – Programa Nacional de Crédito Fundiário é uma política pública federal que oferece condições para que os agricultores familiares sem acesso à terra ou com pouca terra possam comprar imóvel rural por meio de um financiamento. Além da terra, os recursos financiados podem ser utilizados na estruturação da propriedade e do projeto produtivo, na contratação de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e no que mais for necessário para que o agricultor desenvolva as suas atividades de forma independente e autônoma.

O PNCF compõe o escopo de serviços da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e seu novo formato já está sendo trabalhado.

Anater debate plano de trabalho sobre o Terra Brasil com a Emater-RS

No mês de fevereiro, a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), debateram a reformulação do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) – Terra Brasil. O encontro, por videoconferência, teve o objetivo de alinhamento para a assinatura do Instrumento Específico de Parceria (IEP) que viabilizará Ater no âmbito do PNCF.

O presidente da Anater, Ademar Silva Júnior, explicou que o empenho não será somente na fase de alcançar os beneficiários, mas também de garantir acesso a outras políticas públicas. “Não vamos só ajudar a adquirir a área, vamos trabalhar a estrutura com assistência periodicamente. Devemos saber a aptidão da região para determinadas atividades e depois, continuaremos com a Ater para que se consolide a agricultura familiar”. Ele também destacou a parceria com a Emater-RS para tornar realidade o plano que deve ser modelo para o País.

A reformulação do PNCF beneficiará cerca de 400 famílias no estado gaúcho. Os recursos direcionados serão utilizados para o pagamento de horas técnicas dos extensionistas rurais envolvidos na execução das atividades de Ater e para as despesas que forem necessárias. Saiba mais sobre o assunto.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)