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Atividade integra as comemorações da Emater, entre ouras iniciativas, de 6 a 10 deste mês de junho nos 144 municípios do estado

Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado neste domingo (5), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pa) realiza, de 6 a 10 de junho, diversas atividades com abordagem sobre preservação ambiental, empreendedorismo sustentável, reflorestamento, biodiversidade, bioeconomia e demais temas com impacto direto melhoria de qualidade de vida do público da agricultura familiar. Entre as ações, a ‘‘Hora do Plantar Floresta’’ ocorrerá, simultaneamente, nos 144 municípios paraenses, na manhã de terça-feira (7).  

“A Hora do Plantar Floresta é um ato que busca a sensibilização e o envolvimento da sociedade civil e do setor privado, para a importância de construirmos estratégias de mitigação aos impactos das mudanças climáticas sobre o planeta, destacando, nesse contexto, a relevância da manutenção da floresta em pé”, explicou o engenheiro agrônomo da Emater, Kleber Perotes, responsável pela programação da Semana do Meio Ambiente. 

Foto: DivulgaçãoMais de 12 mil mudas de essências florestais e frutíferas devem ser plantadas, no horário de 8h30 às 9h30. pelas equipes técnicas que fazem parte dos 12 escritórios regionais que integram o órgão estadual.

Em Santarém, o ato será realizado na Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, bairro Carananzal, com plantio de mudas de ipê. Em Altamira, será no Parque Municipal, onde serão plantados cumaru, amarelão, e açaí.

Em Marabá, serão plantadas mudas de  açaí, acerola, maracujá, ipê, pau preto, cedroarana, ingá, tamarina, na área do  escritório local da Emater, no bairro  Novo Horizonte. Em Conceição do Araguaia, o ato será  na Escola Municipal Atiorô, na comunidade Chapéu de Palha.

Foto: DivulgaçãoEm Capanema, a Hora do Plantar Floresta será realizada na comunidade do Aturiai, e em Castanhal, na comunidade Nazaré.

Em Itaituba, as mudas serão plantadas em uma área no bairro Bela Vista. Em Breves, no campus da Universidade Federal do Pará  (UFPa), e em Belém, na Ilha de Cotijuba.

Em São Miguel do Guamá, a ação será realizada na Escola Municipal Antonio de Carvalho. Em Abaetetuba, o plantio de mudas de açaí, cacau e miritizeiro será  no prédio da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), no bairro Cristo Redentor. Em Alenquer, serão plantadas mudas de ipê amarelo na praça do Marlon, no bairro Planalto.

Fonte: Ascom Emater-PA

Com atividades e vitrines voltadas aos produtores rurais interessados em diversificar sua produtividade e de forma sustentável, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) participa da Exposição Agropecuária de Araguaína (Expoara/2022). O evento ocorre até o dia 12 de junho, no Parque de Exposições Dair José Lourenço.

Na condução dos trabalhos na exposição, o extensionista rural, Wandro Cruz, explica que o Ruraltins está com um espaço voltado para a Agricultura Familiar, a fazendinha, onde o público visitante, especialmente os produtores rurais, têm acesso a informações e demonstrações do Sisteminha da Embrapa, que consiste na produção integrada de alimentos, com a criação de peixes, aliada à produção de hortaliças, por meio do Sistema de Aquaponia.

O visitante também pode conhecer a horta sintrópica, que é um modelo de agricultura inserido nos princípios da agroecologia, com aproveitamento da cobertura morta e cultivo de várias espécies no mesmo canteiro; e que é uma horta orgânica sem o uso de qualquer defensivo químico, e nem fertilizantes.

Produtor tem acesso à produção integrada de alimentos; horta agroecológica; criação de abelhas sem ferrão para a produção de mel, entre outros. Foto: Ruraltins

Outra opção é visitar a unidade de meliponicultura, que é a criação de abelhas nativas (sem ferrão) para a produção de mel. O objetivo é disseminar novas tecnologias para o produtor rural e outras pessoas interessadas em conhecer os detalhes da produção de mel, que também tem como proposta a preservação ambiental.

Ainda na área, o visitante vai ver um sistema de piquete rotacionado, demonstração de cultivos de milho e capiaçu irrigados. “Aqui na Expoara, que é uma das exposições mais importantes do Estado, estamos mostrando um trabalho interessante no cultivo em pequenas áreas e ser multiplicador de sistemas de produção viáveis ao agricultor familiar”, destacou Wandro.

Completando a participação do órgão no evento, haverá também, o Fórum da Piscicultura, com o engenheiro de pesca Renan Sousa, e a palestra Desafios da Cafeicultura no Tocantins, com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Kin Gomides, ambos no dia 7 de junho, no estande do Sebrae.

Além da importante parceria com o Sindicato Rural de Araguaína, realizador do evento, o Ruraltins conta com o apoio da Unitpac/Araguaína na produção de mudas e auxílio no plantio dentro da exposição para que o Instituto.

Fonte: Ruraltins

Nutricionistas do departamento de alimentação escolar da Secretaria Municipal da Educação de Gurupi (Semeg), em Tocantins, participaram da oficina “Elaboração de Cardápios e Atendimentos de Normas Nutricionais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Programa Alimenta Brasil (PAB)”. A atividade faz parte do cronograma definido pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) para execução do Programa Brasil Mais Cooperativo. O evento ocorreu em mais três municípios do estado e é voltado para profissionais da rede municipal e estadual de ensino.

O cronograma de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) é realizado pelas empresas contratadas pela Anater por meio de Chamada Pública . O objetivo da atual etapa é orientar as atividades técnicas do nutricionista no âmbito do Pnae, apresentando um conjunto de informações e recomendações referentes às atribuições para atuar na alimentação escolar.

Em Gurupi, a abertura da oficina contou com a participação de gestores locais. “Nós temos uma lei federal que garante que no mínimo 30% tem que ser da agricultura familiar, portanto, essa regra já é fomento à questão da criação de emprego e de renda. É importante todo processo de capacitação para que esses produtos sejam de qualidade e para que os nutricionistas e merendeiras possam prepará-los adequadamente”, explicou prefeita, Josi Nunes.

O secretário municipal de Educação, Davi Abrantes, ressaltou a importância de agregar conhecimento nessa área. “O evento ocorre justamente para fortalecer esse apoio junto à agricultura familiar, para que esses produtores possam vender o alimento que deve chegar às nossas crianças, muitas vezes de famílias carentes. Quanto mais acesso ao conhecimento, melhor para o desenvolvimento de todo esse processo”.

Os serviços de Ater, além de visar a qualificação comercial e geração de negócios para empreendimentos familiares, também apoiam a formulação de demandas por compras institucionais (Pnae e PAB) nos municípios.

Temas

Foram apresentadas estratégias práticas para a execução e operacionalização das atribuições dos nutricionistas com a intenção de sanar possíveis dificuldades e obstáculos na atuação desse profissional no Pnae. “Essa oficina vem nos orientar, colaborando com mais informações, menos burocracia e mais facilidade para aquisição dos produtos da agricultura familiar e sobre como tornar mais próximo, esse produtor da nossa aquisição e consequentemente, para dentro das nossas escolas por meio dos nossos cardápios”, avaliou Lívia Cavalcante, nutricionista da Semeg.

A oficina foi realizada pela Consultoria Terra Viva, empresa que presta assistência técnica por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) às associações e produtores da agricultura familiar. “Nós vivemos um período de pandemia e todas as associações de produtores rurais ficaram bem impactadas, por isso, estamos fazendo uma política pública para incentivar a produção para que esta seja entregue pelo Pnae e PAB”, disse o consultor, Geraldo Morato.

Região

A nutricionista, Daniela Galvão, que trabalha na rede municipal de educação de São Valério conta que estava na expectativa por um evento com repasse deste tipo de conteúdo “Estamos há dois anos sem esses treinamentos presenciais por causa da pandemia, então uma oportunidade como essa acarreta demais para nós enquanto nutricionistas, onde estão sendo colocadas todas as diretrizes, tanto da agricultura familiar como das novas resoluções”, explicou.

A oficina abordou temas como plano anual de trabalho, cardápios da alimentação escolar, fichas técnicas de preparação, ações de educação alimentar e nutricional, teste de aceitabilidade, diagnóstico nutricional, necessidades alimentares especiais, interação com os agricultores familiares entre outros. “Existem diferentes realidades no Tocantins no qual há lugares em que por empenho dos gestores e dos agricultores familiares também, e de técnicos da agricultura familiar, essa agricultura familiar fornece a maior parte dos gêneros da alimentação escolar, garantindo produtos frescos que cumprem o que nós chamamos de circuitos curtos, onde o agricultor produz e entrega perto da escola perto da produção dele, tudo fresco, sem agrotóxicos, diferente dos gêneros que vem dos grandes fornecedores, e aí outros municípios que precisam desenvolver isso, têm grandes exemplos aqui dentro do Estado para seguir”, ressaltou Bruno Costa, assessor da coordenação geral do Programa de Alimentação Escolar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Fonte: Ascom Semeg

Beneficiários da reforma agrária dos assentamentos Ferradura, Angical, Rio de Ondas e do extrativista São Francisco, localizados no Oeste da Bahia, receberam Títulos de Domínio e títulos provisórios de propriedade rural. No total, foram 462 documentos entregues às famílias da região.

A cerimônia ocorreu durante a Bahia Farm Show, nessa terça-feira (31), no município de Luís Eduardo Magalhães (BA), com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro; do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, e do superintendente regional do Incra na Bahia, Paulo Emmanuel Alves. A Bahia Farm Show é a maior feira de tecnologia agrícola do Norte e Nordeste e a terceira maior do Brasil.

No evento, o presidente ressaltou que o Governo Federal já concedeu, neste ano, mais de 340 mil títulos aos assentados.

Três beneficiários do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) São Francisco, localizado em Serra do Ramalho, receberam, simbolicamente, os 230 documentos de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), registrados em cartório. O CDRU tem valor de escritura pública. Outras três famílias foram contempladas com Títulos de Domínio, representando 17 beneficiários do assentamento Ferradura, situado no município de Barra. 

O trabalhador rural Renato Silva Filho representou as 85 famílias do assentamento Angical, do município de Angical, que tiveram expedidos os Contratos de Concessão de Uso (CCUs), também denominados como títulos provisórios. De modo simbólico, dois beneficiários receberam os 131 CCUs da área de reforma agrária Rio de Ondas, localizada no município de Barreiras.

Com os documentos, as famílias têm acesso à crédito e às políticas públicas. 

Oeste baiano 

Nos últimos quatro anos, o Incra já emitiu 1,2 mil títulos definitivos e 16,3 mil CCUs no estado. Na região Oeste da Bahia, foram beneficiadas 361 famílias com Títulos de Domínio nos municípios de Serra do Ramalho, Barra e Xique-xique.

Já os títulos provisórios chegaram a 5,1 mil famílias nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Santa Rita de Cássia, Angical, Wanderley, Riachão das Neves, Cotegipe, São Desidério, Bom Jesus da Lapa e Sítio do Mato.  

Estande 

O Incra conta com um espaço dentro do estande da prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia Farm Show. Nele, serão entregues os 131 títulos provisórios do assentamento Rio de Ondas. 

No evento, que vai até o dia 4 de junho, também serão oferecidos alguns serviços, como atualização de processos, recepção de documentos e atendimento ao público. O estande tem destaque para a divulgação da Plataforma de Governança Territorial (PGT), criada para facilitar o acesso aos serviços do Incra, sem necessidade de se deslocar a uma unidade do instituto.

Programa Produzir Brasil: titulação e assistência técnica

No âmbito do Programa de Consolidação de Assentamentos – Produzir Brasil – a parceria entre o Incra e a Anater, sob governança do Mapa, fortalece os projetos da reforma agrária com o incentivo à produção em cadeias de valor.

A iniciativa viabiliza Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) aos produtores assentados que foram titulados ou estão em processo de titulação, fomentando o desenvolvimento sustentável no campo. Três eixos de sustentabilidade são trabalhados: o eixo produtivo, o de promoção social e o agroambiental.

A execução é realizada nas seguintes etapas: definição dos beneficiários, diagnóstico e planejamento das ações, elaboração e entrega dos projetos, intervenções técnicas e avaliação dos resultados.

Fonte: Mapa, com informações do Incra e da Presidência da República. Foto: Incra.

Parlamentares sugerem comemorar a data em 18 de julho, quando foi publicada lei que regulamentou a comercialização desses queijos

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados debateu, nesta terça-feira (31), a criação do Dia Nacional do Queijo Artesanal. Os parlamentares que pediram a realização da audiência, explicaram que o Brasil tem tradição na produção de queijos artesanais. A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) acompanhou o debate.

Os deputados, Zé Silva e Alceu Moreira, são autores do projeto que deu origem à Lei 13.860/19, que definiu requisitos de sanidade desses queijos e procedimentos para a fiscalização e rastreabilidade dos produtos. Com isso, a lei autorizou a comercialização dos queijos artesanais em todo o território nacional, demanda antiga dos produtores.

Segundo os parlamentares, nada mais justo que comemorar o Dia Nacional do Queijo Artesanal na data da publicação da lei (18 de julho).

Foi destacado que a Lei 12.345/10, a qual define critérios para a criação de datas comemorativas, exige a realização prévia de audiências públicas para ouvir os segmentos interessados. Em obediência a esse dispositivo legal, foram convidados para debater o assunto:
– a coordenadora-geral de Produção Animal da secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Marcella Alves Teixeira;
– a pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Michelle Carvalho;
– o presidente da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado (Aprocer), Eudes Braga;
– o diretor da Cooperativa de Crédito Rural Seara, Valdir Magri; e
– o diretor do departamento de patrimônio imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Roger Vieira.

A diretora técnica da Emater/DF, Loiselene Trindade, afirmou que é por meio da Ater pública que o produtor tem conhecimento e acesso às políticas que possam auxiliá-lo no processo de regulamentação, sendo, dessa forma, serviço essencial ao agricultor e, por consequência, à sociedade brasileira que consome seus produtos.

Presente na ocasião, o representante da Asbraer, Isaac Sassi, enalteceu a importância da Ater pública para promover a atividade do produtor e melhorar a vida no campo, buscando mantê-lo na zona rural com renda e possibilidade de sucessão familiar. “A Ater auxilia o produtor para fazer aquele queijo do jeito que ele sabe e aprendeu com seus antepassados, levando a um novo patamar de quantidade. Com assistência para viver no campo, poderemos resolver várias mazelas da sociedade como manter a família na propriedade rural”, explicou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias. Foto Destaque: Divulgação/Agência de Notícias do Paraná

Ministro destacou que a prioridade é apoiar pequenos e médios produtores, a adoção de práticas sustentáveis e o desenvolvimento da aquicultura e pesca

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, destacou na quarta-feira (25) que o Governo Federal trabalha para apresentar um Plano Safra 2022/23 robusto, com recursos para apoiar a produção agropecuária do país a partir do segundo semestre deste ano.

“Esse Plano Safra 2022/23 não é só nosso, mas mundial, por isso precisamos de um plano mais robusto para o Brasil poder exercer suas funções mais fortemente ainda. O Brasil já é um grande produtor e terá que produzir mais. Temos a responsabilidade de alimentar o mundo”, disse ao participar de audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

O ministro reforçou que a política deverá ofertar melhores condições de crédito à agricultura familiar, pequenos e médios produtores, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

“Para o grande produtor, estamos fazendo instrumentos de financiamento privados importantes, que dá a ele condições de buscar mais alternativas. Já o pequeno e o médio têm o respaldo do nosso governo”, afirmou.

Outro foco do Plano Safra 2022/23, segundo o ministro, é ser verde e azul, com crédito para adoção de práticas sustentáveis na produção rural e apoio ao desenvolvimento da cadeira produtiva da aquicultura e pesca no país.

Conforme o ministro, se o plano permanecer com o montante de recursos destinado à safra passada, pode chegar a R$ 330 bilhões em crédito e R$ 22 bilhões a R$ 23 bilhões de recursos do Tesouro Nacional para equalização de juros em 2022/2023.

O Plano Safra 2022/2023 está sendo elaborado em conjunto com o Ministério da Economia, representantes do setor e parlamentares.

Seguro rural

Para o seguro rural, a meta é alcançar orçamento de R$ 2 bilhões em 2023. Com os recursos, o Governo Federal concede um auxílio financeiro ao produtor para a contratação da apólice, tornando-a mais acessível, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O seguro minimiza os prejuízos para o produtor em caso de perdas da safra por causa de eventos climáticos (estiagem, geada, chuvas) e a possibilidade de renegociação de dívidas. 

Marcos Montes defende que os recursos destinados ao seguro rural sejam considerados obrigatórios. “Como atualmente, é discricionário, ele [orçamento] é sujeito a contingenciamentos. A gente teria que ter um plano de ação para que possa saber com o que contamos e estimular o produtor a entrar no seguro”.

Atualmente, os recursos destinados ao seguro rural dependem de aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Ministério da Economia e no Congresso Nacional.

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Fonte: Imprensa Mapa

Durante os cinco dias de feira, que reuniu 135 mil visitantes, público teve acesso a informações sobre tecnologia rural e programas de extensão

No encerramento da AgroBrasília 2022, no sábado (21), o balanço do Espaço da Emater evidenciou a empresa como um dos principais pilares da agricultura local. De acordo com a organização do evento, foram 135 mil visitantes e R$ 4,6 bilhões em negócios.

Os números fazem da feira agropecuária que é uma das maiores do Centro-Oeste. Participaram produtores rurais do Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento (Ride), além de comitivas do GDF, da prefeitura de Cabeceiras (GO), da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e de outras unidades da Emater-DF.

Em torno de 100 extensionistas da Emater apresentaram as principais novidades e tecnologias das cadeias produtivas da aquicultura, avicultura, bovinocultura, floricultura, fruticultura e olericultura, além dos circuitos de agroecologia e agricultura urbana, gestão ambiental, saneamento rural e segurança alimentar. A AgroBrasília teve mais de 500 expositores com maquinários e produtos inovadores voltados para o setor agropecuário.

Boas práticas

O estande da Emater mostrou técnicas para produzir biofertilizantes e plantas alimentícias não convencionais (Pancs), além de apresentar temas como aplicação de fertilizantes nas olerícolas por meio de drones, materiais genéticos de hortaliças e hidropônicas, boas práticas na coleta de ovos caipiras, possibilidades de saneamento para a área rural – como a implantação de fossa séptica e outros trabalhos interligados às boas práticas agrícolas –, novas espécies de peixes, cultivo de microalgas, uso de energia fotovoltaica para os aeradores e novos capins e plantas forrageiras, como o capiaçu.

“Os circuitos tecnológicos buscaram levar inovações e adaptações que podem ser feitas por pequenos, médios e grandes produtores em suas propriedades, com o objetivo de aumentar a produção, levar renda para o campo, qualidade de vida e alimento seguro à mesa de toda a população do DF”, resumiu a presidente da Emater, Denise Fonseca.

A empresa também promoveu uma feira rural e uma de plantas, onde produtores comercializaram produtos de artesanato e da agroindústria, como doces e pães. As regiões administrativas do DF foram representadas por 45 produtores rurais de forma individual ou por meio de grupos informais, associações e cooperativas, que dividiram cerca de 20 miniestandes.

Participante do espaço de comercialização da Emater na AgroBrasília desde 2014, a produtora Francisca Luciene Campos Freitas, do Núcleo Rural Tabatinga, elogiou a organização em estandes individuais: “Gostamos muito do novo formato, ficou nota mil. Foi muito lucrativo para todos nós. Vendi tudo! Ficou muito organizado, foi um sucesso e todos nós ficamos muito satisfeitos”. Luciene comercializou produtos de panificação e artigos de artesanato de uma amiga de Tabatinga que não pôde ir.

Visibilidade

Na véspera do encerramento da exposição, o governador Ibaneis Rocha visitou a Feira Rural da Emater, conversou com produtores e percorreu todos os estandes de comercialização. O espaço foi criado com a intenção de dar visibilidade à produção local.

“Isso mostra a força do DF e da região”, disse o governador. “A grande vantagem do DF é o trabalho desenvolvido pela Seagri e pela Emater, que é dirigido não só aos grandes produtores, mas aos pequenos, o que mostra que temos uma cadeia completa de fornecimento”.

A Câmara Legislativa do DF (CLDF) promoveu uma sessão solene no auditório principal da AgroBrasília 2022. Na ocasião, diversos profissionais foram homenageados com a moção de louvor pelo reconhecimento dos relevantes serviços prestados à população do DF.

“Os números mostram a importância da agricultura familiar, que movimenta 80% da produção agrícola do DF”, destacou o deputado distrital Roosevelt Vilela, autor da iniciativa da homenagem. “Como políticos, temos de trabalhar em benefício do desenvolvimento da agricultura local, incluindo a familiar.”

Houve também o Dia de Campo sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que teve como foco o aumento da produção leiteira. E, ainda durante a feira, foi assinado, entre a Emater e a Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan), um acordo de cooperação técnica.

O objetivo é realizar pesquisa para conhecer a realidade das propriedades rurais e as condições de vida dos moradores de áreas rurais da capital. Com o trabalho, as instituições públicas terão informações para subsidiar novas políticas públicas de forma mais assertiva.

Fonte: Agência Brasília

Depois de dois anos, a Rondônia Rural Show, uma das maiores feiras de agronegócio da região norte, volta a ser realizada de forma presencial. A programação começa nesta segunda-feira (23) e segue até o dia 28. O evento deve receber mais de 500 expositores e mais de 200 mil visitantes de vários lugares do mundo.

Confira a programação divulgada pela Coordenação Estadual para os seis dias da 9ª edição da Rondônia Rural Show Internacional. Além de possibilitar parcerias e fechar novos negócios, a feira vai proporcionar aos visitantes uma semana diferenciada neste ano.

Vários parceiros e secretarias participarão desta edição. A Secretaria de Estado de Agricultura – Seagri, vai levar capacitação técnica aos produtores rurais, além de Workshops sobre café, cacau, leite e piscicultura. Também promoverá treinamento aos visitantes de como avaliar raças bovinas e realizará o 1° Concurso de Qualidade de Queijos de Rondônia – ConQueijo, além do  Talk Show; um encontro que tem por objetivo reunir as mulheres que se dedicam diariamente no desenvolvimento da produção agrícola no Estado. Neste espaço, haverá palestras, troca de informações e homenagens às mulheres de destaques, em Rondônia.

Defesa Sanitária

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril – Idaron oferecerá atendimento ao público, exposição de maquetes, banners, apresentação de vídeo institucional, reuniões e deliberações da diretoria.

Durante a RRS Internacional, os visitantes contarão com a unidade de demonstrações do funcionamento de máquinas e equipamentos, cursos destinados à indústria agrícola, de mineração e construção civil.

Segurança Pública

Já a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania – Sesdec vai elaborar no evento, o Mapa da Violência no Campo e Georreferenciamento para o combate ao roubo, nas zonas rurais, previsto no Plano Estratégico do Governo de Rondônia.

Educação e Regularização Fundiária

A Secretaria de Estado da Educação – Seduc vai levar robótica com as novidades dos alunos nos estandes.

Já a Superintendência Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária – Sepat, vai oferecer palestras sobre regularização fundiária Urbana de Interesse Social “Título Já” e Projeto “Meu Imóvel Legal”, impactos causados no município e arrecadação tributária e regularização fundiária.

Além das palestras, a Fundação Nacional de Saúde – Funasa vai promover uma oficina de educação em saúde sobre a coleta de resíduos (pilhas, baterias) “Papa-Pilha”, com a Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Professor Almir Zandonadi, da zona urbana de Ji-Paraná.

Parceiros

A RRS Internacional contará com a participação da Controladoria Geral do Estado – CGE, Ouvidoria Geral do Estado – OGE, Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia – Detran/RO, Corpo de Bombeiros Militar – CBMRO, Polícia Militar de Rondônia – PMRO e a Polícia Federal – PF, como apoiadores, além da Agência Estadual de Vigilância Sanitária – Agevisa, Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional – IDEP, Secretaria de  Estado da Assistência Social – Seas, Secretaria de Estado da Educação – Seduc, Superintendência Estadual de Patrimônio e Regularização Fundiária – Sepat, Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestao – SEPOG, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico – Sedec e Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – Sejucel, como parceiros.

De acordo com o secretário da Agricultura, Janderson Dalazen, a 9ª edição será voltada para realização de palestras e workshops de capacitação. “Esta edição da Rondônia Rural Show Internacional vai mostrar as potencialidades do Estado, que é um exemplo de força agropecuária para o restante do país. Em 2022, a programação contará com diversas atividades voltadas a todos os públicos”, destacou o secretário.

Fonte: Seagri Rondônia

A campanha visa estimular o conhecimento e o consumo de produtos orgânicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou, de forma virtual, na última sexta-feira (20), a XVIII Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico, com o slogan “Produto Orgânico, Melhor para Vida”. Durante a campanha, serão realizadas atividades pelo país para divulgar as características da produção orgânica. O consumidor poderá saber também como é feito o controle para garantia da qualidade desses produtos.

No evento, o secretário-adjunto de Defesa Agropecuária, Márcio Rezende, destacou que a produção orgânica brasileira leva em consideração os aspectos sociais e ambientais, além de preservar as tradições. Segundo ele, o Mapa trabalha para que o setor busque ganhar escala, sem perder suas características, entre elas a produção aliada à sustentabilidade. “Entendemos que a produção orgânica é parte de um processo produtivo, que dentro das atribuições do Ministério da Agricultura, não está limitado apenas à produção orgânica, mas entendemos a importância da produção, assistência técnica e o desenvolvimento tecnológico”.

Já o diretor do Departamento de Serviços Técnicos da SDA, José Luis Ravagnani Vargas, ressaltou que um dos desafios é internacionalizar os orgânicos brasileiros. “Se começarmos a investir mais nessa questão internacional da busca por reconhecimento da nossa equivalência, isso vai provocar um reconhecimento da nossa produção orgânica. Vamos conseguir demonstrar e apresentar para o mundo a importância da nossa agricultura orgânica e a capacidade da nossa produção em ajudar outros países“. Atualmente, há um acordo que possibilita a exportação de produtos orgânicos para o Chile.

Os produtores José Cunha, presidente da Associação dos Produtores Orgânicos do Tapajós, e Ana Maria Oliveira, presidente da Abio-RJ, apresentaram as demandas e desafios do setor, encaminhadas ao Mapa por meio de carta. Eles citaram, como exemplos, ampliar a oferta de assistência técnica e disseminação de tecnologias. “A demanda é crescente e precisamos aprimorar os conhecimentos na produção orgânica”, disse José Cunha. 

Assistência Técnica

Neste ano, foram abertos processos de seleção para oferta de assistência técnica a famílias de agricultores orgânicos. No total, serão destinados R$ 7,8 milhões para atender os estados de Amazonas, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte, a partir de contrato de gestão firmado entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). Serão beneficiados 1.605 agricultores familiares integrantes de Organização de Controle Social (OCS) que efetuam a comercialização de produtos orgânicos em venda direta.

O evento foi mediado pela coordenadora de Produção Orgânica do Mapa, Virgínia Lira.

Produto orgânico

Um produto orgânico é “aquele obtido dentro de um sistema orgânico de produção agropecuária – ou extrativista sustentável – que beneficie o ecossistema local, proteja os recursos naturais, respeite as características socioeconômicas e culturais da comunidade local, preserve os direitos dos trabalhadores envolvidos e não utilize organismos geneticamente modificados nem químicos sintéticos”.

Para serem comercializados, os produtos orgânicos deverão ser certificados por organismos credenciados no Ministério da Agricultura, sendo dispensados da certificação somente aqueles produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa, que comercializam exclusivamente em venda direta aos consumidores.

Nos últimos 12 anos, o número de produtores orgânicos cadastrados cresceu 450%. Em fevereiro de 2022, mais de 26 mil produtores orgânicos estavam regularizados e inscritos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). 

Clique e assista:

Fonte: Imprensa Mapa

Na sequência da participação na AgroBrasília 2022, a Embrapa integrou na tarde de quarta-feira (18) o painel “Bioinsumos, as alternativas de correção e adubação no atual cenário”, com palestra do pesquisador Eder Martins, da Embrapa Cerrados (DF). Pela manhã, foi promovida uma degustação e teste de sucos de maracujás para os visitantes da vitrine de tecnologias. 

Principal feira agropecuária do Planalto Central, a AgroBrasília é promovida pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (COOPA-DF) no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, na região do PAD-DF, no Distrito Federal. Iniciado na última terça-feira (17), o evento vai até o próximo sábado (21).

O painel sobre bioinsumos debateu a nova regulamentação, em discussão na Câmara dos Deputados, proposta pelo Projeto de Lei 658/2021, que traz regras detalhadas sobre Ceci a classificação, o tratamento e a produção de bioinsumos no Brasil por meio do manejo biológico on farm, e ratifica o Programa Nacional de Bioinsumos. Autor do projeto, o deputado Zé Vitor (PL/MG), apresentou, via webconferência, as principais mudanças propostas com a regulamentação.

O pesquisador Éder Martins apresentou o tema “Remineralizadores como solução regional do manejo da fertilidade do solo”, explicando como esses produtos podem ser utilizados em conjunto com os bioinsumos. Ele falou sobre o papel dos agrominerais silicáticos na melhoria da qualidade do solo; os efeitos no aumento da capacidade de troca de cátions (CTC) e da capacidade de retenção de água (CRA) do solo, no aumento da eficiência de uso de nutrientes e no aumento da atividade biológica no solo, em convergência com os bioinsumos; o potencial de contribuição para a mitigação de gases de efeito estufa e o aumento da estabilidade do carbono no solo; além da situação atual da adoção dos remineralizadores de solo no País.

Ele explicou que rochas moídas de agrominerais silicáticos podem servir tanto como fertilizantes naturais ou industrializados quanto como remineralizadores de solos, com capacidade para corrigir o alumínio do solo e de fornecerem diversos macronutrientes como nitrogênio, potássio, fósforo e cálcio, além de micronutrientes como cobre, níquel, boro e zinco. Os fertilizantes naturais e remineralizadores são produzidos apenas por moagem desses agrominerais.

Tanto os remineralizadores como os condicionadores de solo promovem o aumento da CTC e do pH do solo, diminuem a perda de nutrientes e estimulam a atividade biológica do solo e das raízes. “A única diferença é que o remineralizador forma novas fases minerais, que ficam no solo no longo prazo. Isso é uma novidade importante desse tipo de insumo”, disse.

Os remineralizadores são regulamentados pela Lei 12.890/2013 e pela Instrução Normativa 5/2016 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “A remineralização dos solos já existe na natureza. Uma cinza vulcânica é uma rocha moída a partir de processos naturais de moagem, transporte e deposição”, exemplificou. “No Brasil, não temos vulcões ativos. Mas a mineração faz a moagem, depois nós transportamos e aplicamos no solo, imitando a natureza”, completou.

O pesquisador lembrou que os solos tropicais são muito antigos e intemperizados, tendo perdido grande parte dos minerais primários, ricos em silício, cálcio, magnésio e potássio, bem como da CTC, pela lixiviação ao longo do tempo. Por outro lado, as plantas mais cultivadas são oriundas de regiões de solos jovens e ricos em minerais primários. “Para aproximarmos os solos agrícolas tropicais dos centros de origem dessas plantas, aplicamos esses insumos minerais e fazemos a remineralização desses solos, aumentando o potencial do reservatório de cátions na camada mais superficial”, afirmou.

A partir do biointemperismo, processo em que as raízes das plantas e organismos vivos do solo interagem com o remineralizador, são liberados nutrientes. Ao mesmo tempo, ocorre a rápida formação de minerais secundários, que permanecem no solo em longo prazo e formam novas propriedades na camada onde o remineralizador foi aplicado. Martins citou o exemplo da biotita, que ao ser atacada por um fungo do solo, se transforma em vermiculita, liberando silício, magnésio, ferro e, principalmente, potássio, além de aumentar a CTC do solo.

Existem cinco grupos de agrominerais silicáticos, que podem ser ricos em magnésio (ultramáficos), em cálcio (calcissilicáticos), em cálcio e magnésio (básicos), em potássio (rochas alcalinas) ou em cálcio, magnésio e potássio (rochas ultramáficas alcalinas).

O pesquisador mostrou estudo de eficiência agronômica de diferentes fontes de agrominerais potássicos indicando variações de 40% a 80% de eficiência, além do aumento da disponibilidade de outros nutrientes como o potássio e aumento da produtividade em culturas como a do café arábica. Em outra pesquisa, a adubação com o agromineral biotita sienito promoveu aumento da disponibilidade de nitrogênio e potássio no tecido vegetal do milho. O fator genético também pode influenciar o efeito dos remineralizadores, como exemplificado numa comparação entre duas variedades de mandioca, mostrando variações na resposta ao uso de agrominerais silicáticos e de fontes solúveis.

Segundo Martins, o aumento da proporção e da atividade das raízes em diversas culturas com o uso de remineralizadores de solo é comumente observável. Ele também citou artigos científicos que demonstram o potencial de sequestro de carbono e de estabilização da matéria orgânica no solo com o uso desses produtos. Em outro estudo realizado em uma lavoura comercial, foi observado o aumento da densidade dos grãos em virtude da maior quantidade de nutrientes encontrada nas plantas onde houve uso dos remineralizadores. E numa pesquisa com maracujá, foi demonstrada melhor qualidade dos frutos devido à maior durabilidade da polpa pós-colheita.

No Brasil, atualmente 30 produtos estão registrados como remineralizadores de solo, e 1,5 milhão de toneladas de agrominerais silicáticos foram produzidas em 2020 – para 2021, estima-se que tenham sido produzidas cerca de 3 milhões de toneladas. Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná são os principais estados produtores. Os agrominerais silicáticos são geralmente produzidos nas pedreiras que produzem brita para a construção civil – no País, há cerca de 600 empresas ativas, sendo que 500 têm potencial para gerar produtos para a agricultura. Entre os produtos registrados, cinco foram desenvolvidos exclusivamente para a produção de remineralizadores. Se todos os solos agrícolas brasileiros fossem remineralizados, a demanda total seria de 75 milhões de toneladas por ano.

“Ainda estamos longe, produzindo apenas 3 milhões de toneladas/ano. Mas a indústria de produção de agregados para a construção civil produz 250 milhões de toneladas de brita/ano. Se ela adequar o processo de produção e gerar um produto mais fino, tem capacidade de atender a essa demanda, desde que observe todos os critérios definidos na Instrução Normativa 5/2016 do MAPA”, comentou Martins.

Ele citou a interação do tema bioinsumos com outras iniciativas governamentais, como o Programa Mineração e Desenvolvimento, do Ministério de Minas e Energia, que envolve, entre outras ações, o zoneamento agrogeológico e a pesquisa sobre remineralizadores; e o Plano Nacional de Fertilizantes, da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, que inclui os remineralizadores de solo e os bioinsumos nas cadeias emergentes de produção, que devem ser estudadas e desenvolvidas com investimentos para a geração de soluções regionais de manejo com essas fontes.

Um diagnóstico sobre a adoção dos remineralizadores e dos bioinsumos mostrou que a redução do custo de produção é o principal motivador apontado pelos agricultores. “Quando eles testaram esses produtos, observaram que em 70% dos testes a produtividade ficou igual ou superior. E ao longo do tempo, eles perceberam uma tendência de aumento da produtividade onde foi usado remineralizador”, disse Martins.

Ele explicou que a recomendação de uso dos agrominerais silicáticos como remineralizadores de solo é feita por meio das características físicas, químicas e mineralógicas dessas fontes, observando-se a biodisponibilidade de determinado nutriente. “Cada rocha tem um potencial diferente de liberação de nutrientes no curto, médio e longo prazo”, afirmou, citando, também, algumas rochas silicáticas, como os basaltos e as ultramáficas, que contribuem para o processo de correção dos solos.

O pesquisador concluiu a apresentação mostrando as correlações entre os agrominerais regionais, que constituem a base mineral para o manejo da fertilidade do solo; os bioinsumos, utilizados não apenas para o controle de pragas e doenças como também para o equilíbrio biótico do sistema; e o manejo do solo, que em condições tropicais deve ser mantido vivo e com cobertura vegetal todo o tempo. “Quando pensamos nesses três grandes conjuntos de ferramentas, criamos uma agricultura menos dependente de fontes importadas e de agroquímicos. Uma agricultura mais sustentável”, finalizou.

Também foi palestrante o engenheiro agrônomo Bruno Araújo, consultor da empresa Rehagro e membro do Comitê Estratégico Soja Brasil. Ele falou sobre a contribuição dos bioinsumos para o sucesso produtivo em lavouras de grãos.

Assista à reprise do painel aqui (a partir de 5:57:43)

Degustação

Promovida pela Embrapa Cerrados, uma degustação de sucos dos maracujás BRS Gigante Amarelo, BRS Rubi do Cerrado, BRS Pérola do Cerrado, BRS Sertão Forte, desenvolvidos pela Embrapa, além de uma cultivar de maracujá-maçã em fase de validação, foi oferecida aos visitantes do estande e da vitrine de tecnologias da Empresa na AgroBrasília. Os participantes foram convidados a responder um questionário sobre as percepções pessoais a respeito da cor, do aroma e do sabor de cada suco degustado.

“A ideia é promover cultivares já disponibilizadas pela Embrapa e de outras que ainda serão lançadas, além de verificar a aceitação do público quanto ao sabor e ao aroma”, explicou o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da unidade, Fabio Faleiro.

Na oportunidade, também foi apresentado o livro “Pitaya, uma alternativa frutífera”, disponível para download gratuito aqui.

Fonte: Ascom Embrapa